terça-feira, 15 de novembro de 2016

The Crown!

Sempre quero ressuscitar esse blog, mas sempre acabo me enrolando e parando no caminho, mas com a estreia de The Crown na Netflix no último dia 04/11, a vontade bateu forte. Me empolgo pra escrever quando gosto de algo. 

The Crown, criada e escrita por Peter Morgan (responsável pelo roteiro de A Rainha), foca nas relações em torno da coroa britânica na década de 50 e no início do reinado da Elizabeth II. Essa primeira temporada gira em torno da vida de Elizabeth (Claire Foy), ainda jovem, seu início de casamento com Philip (Matt Smith), as relações familiares, principalmente com o pai, George VI (Jared Harris), e a irmã, Princesa Margaret (Vanessa Kirby). E também nas reuniões que tinha com o Primeiro-Ministro britânico Winston Churchill (John Lithgow) para tratar assuntos importantes do governo.
É a série mais cara da Netflix, passando da casa dos 100 milhões de dólares, cada cena em alguma sala diferente já pensava "quanto $$$$ que gastaram nessa cena aí".
 
Não vou entrar aqui na exatidão dos acontecimentos históricos, até porque não sou historiadora nem nada (nem crítica de televisão, mas neh...), mas em relação aos acontecimentos públicos da realeza, a série pra mim acertou em cheio, até mesmo na recriação de alguns eventos. Empaquei e não tenho vontade de continuar com Victoria da BBC justamente porque alguns acontecimentos não estão na cronologia certa. (E também porque amei o filme A Jovem Rainha Victória, aí fico comparando.)

Sempre gostei bastante de filmes e séries de realeza, por mais que provavelmente não iria gostar de viver sobre um regime de monarquia, mas é interessante ter outros pontos de vistas da realeza. Acho que The Crown é a série/filme que mais gostei desse tema.

Até um pouco tempo atrás, antes de saber que The Crown seria feito, comentei como a Elizabeth na posição dela, conseguia se manter tão longe dos holofotes quando o assunto era a vida privada dela, e então lançam uma série que mostra o romance, a liberdade e alegrias que Elizabeth tinha com Philip no início do casamento enquanto era "só" princesa, e toda a mudança de vida quando seu pai falece e ela acaba assumindo o posto de soberana. (SPOILER rs) A cena em que Philip "conta" Elizabeth sobre a morte do rei George apenas com o olhar é de cortar o coração, ela perdendo o pai e os dois sabendo que a partir dali as suas vidas nunca mais seriam as mesmas.
Outra cena de cortar o coração é quando Margaret está tocando piano enquanto o pai canta, ela observa o pai doente e não consegue segurar as lágrimas. 

O que torna The Crown tão interessante (também) é acompanhar o crescimento, amadurecimento e o aumento da confiança de Elizabeth, mesmo por dentro sendo tão emotiva (o olhar de Claire Foy entrega tudo) e de ter tantas dúvidas. A escolha por manter o próprio nome, a relação dela com o parlamento (e pensar que aquela jovem rainha está fazendo atualmente o reinado mais longo da história e sem perder o pulso). Desde o início do casamento quando não cede a vontades e ao pedido de Philip e faz ele se ajoelhar, e depois a dificuldade que vai encontrando no casamento, a bronca no gabinete, e principalmente, o fato de ter ido contra a irmã e de ter a privado do casamento com Peter Townsend, já que a situação não tinha mais contorno, tanto pelo estado quanto pela igreja. Todo o martírio que Elizabeth passa para tomar a decisão que acaba afastando ainda mais a irmã dela mas protege a coroa. Que é aliás, como o próprio nome da série diz, sobre a coroa, a série não é sobre especificamente Elizabeth e Philip, sobre os Windsors, mas sim, das ações feitas para proteger a coroa e manter a soberania da família real.
Uma história sobre o quanto a rainha sacrificou sua própria vida como mulher, esposa, mãe e irmã, para o bem da coroa. Um "trabalho" muito solitário e com várias decisões difíceis a se fazer. A gente assiste e se passa a colocar no lugar da Elizabeth! Aliás, Lilibeth, me chame pra um chá, quero ser tua amiga!

Todo o investimento com cenários e figurinos não valeria para nada se não tivesse um elenco tão afiado e tão bem dirigido. Não sei se foi mais sorte da Claire Foy conseguir o papel de Elizabeth ou se foi mais sorte da série de conseguir uma atriz como ela. Claire consegue entregar uma Elizabeth impecável, nos gestos, jeito de falar, de andar, e na emoção que passa, tudo só com o olhar muitas vezes. Conseguiu fazer a transição de jovem princesa para uma rainha mais confiante de maneira sutil e como deveria ser feito. Claire me deu vontade de finalmente assistir Little Dorrit e Wolf Hall.
Sempre gostei de Doctor Who, mas nunca saí da temporada com o David Tennant porque não ia muito com a cara do Matt Smith, ahh como fui trouxa rs. Matt Smith, que ator, uma cópia física e de gestos do Príncipe Philip, e que assim como Claire, consegue entregar tudo com o olhar (e sem falar que agora consigo entender o que Lily James viu no Matt rs). Aquele jeito do Matt de abaixar a cabeça como o Philip verdadeiro dá até medo de tão parecido.
A transformação de John Lithgow em Winston Churchill foi nada menos que surpreendente. Extremamente bem feito, que papel e que ator!
A Vanessa Kirby também acertou em cheio a criação da sua Princesa Margaret, um papel que precisa de glamour e achar o ponto certo pra não ficar caricato e apenas uma jovem mimada, mas não, ela consegue passar toda a angústia de ver a irmã crescendo e o sofrimento por não conseguir ter a vida que queria.
Jared Harris como Rei George VI para mim é ainda melhor que Colin Firth (e olha que pra mim é difícil admitir isso rs) que ganhou o Oscar por esse papel, até porque Jared pegou os momentos mais difíceis de Albert/George.
Desde o casal real principal até atores com papeis menores conseguem passar uma emoção incrível em cena, e a própria fotografia e direção deixa os olhos brilhando em evidência.
A semelhança de Ben Miles com Peter Townsend é incrível. Até as crianças Elizabeth e Margaret tem uma semelhança e trejeitos das respectivas atrizes "grandes".
Só sei que o mínimo que quero para essa série é uma chuva de Emmys, Globo de Ouros e SAGs.



Já li gente falando que The Crown é a Downton Abbey da Netflix, não neh gente! Não dá pra comparar. Cada uma tem suas particularidades, e as duas são ótimas (mas prefiro mais TC).

Netflix, te amo! Diferente do cenário político de 2016, que foi está sendo tenebroso, em relação as séries da Netflix não podemos reclamar neh. Responsáveis por uma das melhores séries dos últimos anos, Stranger Things, uma ótima segunda temporada de Narcos, e ainda um revival da amada Gilmore Girls!
Resumindo, amei The Crown! Elenco excelente, excelente ambientação, roteiro, tudo!
E que venha a próxima temporada, e que seja feito o que comentaram, que The Crown tenha 6 temporadas focada nos anos e décadas seguintes. Doida pra ver Elizabeth tendo que aturar a Thatcher e tentando encontrar uma esposa para o Charlie.

PS: apesar de tantos momentos históricos importantes, cenas emotivas e tals, a minha preferida da série é uma conversa entre Philip e Elizabeth, depois dela dar uma bronca em Churchill e o marido ver a esposa "maior".

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Rock in Rio 2015!!

20/09/2015
(Esse texto já estava pronto há um tempo, mas me enrolei pra postar porque estava com preguiça de separar as fotos, mas como quero postar sobre Star Wars na sequência, vou liberar esse antes - e também por uma das resoluções de ano novo: terminar as coisas! rs).
Fotos minhas
Eu até entendo muita gente que não curte o Rock in Rio, que já foi e teve uma má experiência devido alguma data ruim e/ou com alguma atração com fãs escrotos ou coisas do tipo, mas eu estou na lista de pessoas que até agora só teve experiências boas com o festival e sempre teve sorte com as datas, atrações e público, como já escrevi aqui sobre 2011, 2012 e 2013.

Assim como aconteceu nas edições de 2011 e 2013, comprei o Rock in Rio Card logo no início das vendas, sem mesmo saber quais atrações poderiam vir, naquela esperando algo que eu adoraria muuuito ver, no estilo Robbie Williams que teve no Rock in Rio Lisboa em 2014. Claro que depois começou a bater o desespero porque não anunciavam nada que estava me interessando muito e já estava pensando em vender o card, até queria ver o Queen (acompanhei pela tv e achei o show muito bom), A-HA foi descartado pois seria no dia da Katy Perry, aí com público fanático como o dela não rola (pelo menos consegui ver A-Ha em show solo em Curitiba! Meldels como o Morten e Magne são lindos e como o show é bacana), até que finalmente anunciaram Elton John, que já estava há muito tempo querendo ver, e somamos as presenças de Paralamas do Sucesso, John Legend, Baby do Brasil, para confessar, na época não estava muito interessada em Rod Stewart. E depois, uma das últimas atrações a serem confirmadas nessa edição, a 3ª atração do Palco Mundo foi Seal.

Infelizmente, a melhor maneira de chegar e sair da Cidade do Rock tem um preço meio salgado, o ônibus executivo Primeira Classe, custa 70 reais (em 2013 era 50 reais), mas é a melhor opção mesmo, ar condicionado, confortável, sai de diversos pontos práticos do Rio de Janeiro em horário marcado, te deixa na entrada central do RIR, com banheiros químicos e opções de compra de comida e, na hora de ir embora, diversos ônibus saem ao mesmo tempo fazendo roteiros padrões (do tipo Ipanema, Copacabana, Santos Dumont) e parando em qualquer lugar desse trajeto que o passageiro solicitar.
Como deixamos para comprar muito tarde, a venda online do Primeira Classe não estava mais aberta por causa da entrega, fomos no sábado antes num shopping em Botafogo comprar as passagens, claro que os horários melhorzinhos já estavam todos lotados, tivemos que pegar o que saía as 11 horas da manhã (que atrasou e saiu só 11:30), mesmo assim, chegando cedo na Barra.
Tinha uma filinha para entrar na Cidade do Rock, mas sentamos na grama numa sombra e ficamos acompanhando uma banda que tocava por ali, bem de boas.
Filinha
Já que não teria nenhuma atração que precisávamos ver de perto, esse foi o ano que mais aproveitamos todos os espaços, andamos bastante, tudo com calma. Como demoramos para entrar na fila, dessa vez não entramos ao som da música tema do Rock in Rio e vimos os fogos de longe mesmo.
É meio estranho um Rock in Rio sem um dia aberto de céu azul, estava meio nublado, mas acho que foi melhor assim, não estava quente, foi bem tranquilo. Andamos pelos stands procurando brindes bons, mas nada demais, tava meio fraco nesse quesito. Patrocinadores meio mãos de vacas. 
Painel com todos os nomes que passaram nesses 30 anos de Rock in Rio (tinha até La Oreja de Van Gogh e El Canto del Loco <3)

Quanto as atrações musicais, que é o que importa, passamos rapidamente pelo show da cantora Alice Caymmi, a Rainha dos Raios, que se apresentava com o maestro Eumir Deodato.
Alice Caymmi
Palco Sunset no início do dia

João Sabiá
Depois seguimos para a Rock Street para ver um show que estava muito querendo ver, do cantor carioca João Sabiá (participou também do reality musical Fama e fez participação no Hoje é Dia de Maria), que show bacana e delicioso, no melhor estilo carioca! Por mim poderia tocar também no Sunset! Uma das melhores vozes masculinas da música brasileira na atualidade, sério, sem falar na excelente qualidade musical também. Só tô chateada ainda que não rolou Renatinha!
No show do João Sabiá ainda apareceu a Casa de Dança Carlinhos de Jesus para dançar um pouco com o povo, até mesmo com o próprio Carlinhos!
João Sabiá
Casa de Dança Carlinhos de Jesus

Baby do Brasil + Pepeu Gomes
Atravessamos a Cidade do Rock para ver uma das minhas vozes femininas brasileiras favoritas: Baby do Brasil, acompanhada por nada mais nada menos que Pepeu Gomes, um reencontro no palco que não acontecia fazia anos! E para tornar tudo meio que família (assim como boa parte do público, formada pelas mais variadas idades), o guitarrista Pedro Baby, filho de Baby e Pepeu, e o responsável pela direção do show! Baby Consuelo tava meio parecendo a menina pastora daquele vídeo “cês sabem que significam essas cinco predrinhas mermão?” hehe. Se em 2013 no mesmo Sunset vi Pepeu com Moraes Moreira e Didi Gomes cantando Novos Baianos, agora complementei ouvindo músicas como A Menina Dança e Tinindo Trincando na voz original da Baby!
Baby do Brasil!
Pedro Baby
Pepeu Gomes

Como não tinha interesse em ver Magic, foi a hora que escolhi para finalmente descer na tirolesa do Rock in Rio! Adorei esse novo esquema de “fila” da tirolesa, das outras vezes nem me atrevi a tentar para não ficar 4 horas na fila, e no RIR Madrid em 2012 com a fila bem pequena, a anta aqui tava de vestido! Mas que delícia que é aquilo, que vista linda lá de cima! E como já tava perto do início do show do Paralamas, o público no palco mundo já era bem grande! Quero de novo!!
Quanto ao Magic, não deu pena de ter perdido, valeria a pena ver só pelo baixista e pelo guitarrista, Oi pra vocês!

Palco Mundo
Iniciando as atrações da noite no Palco Mundo, os pelinhos dos braços levantam ao som de mamma mia let me go de Bohemian Rhapsody do Queen acompanhada dos fogos de artificio!!

Paralamas do Sucesso
Eu não acredito que levei tanto tempo assim para finalmente ver um show do Paralamas do Sucesso! Uma das bandas nacionais que mais gosto! Perdi as contas de quanto escutei discos como o Nove Luas. Hebert Vianna, João Barone, Bi Ribeiro e cia foram extremamente bem recebidos pelo público, e retribuíram a altura, um show ao melhor estilo Rock in Rio, só com hits de toda a carreira dos Paralamas, e público cantando junto em todas as músicas. Gostei de ver o Hebert felizão no palco, aliás todos no palco e no público! Um ótimo jeito de iniciar a “noite”.
Paralamas do Sucesso!

O plano inicial era após Paralamas irmos ao palco Sunset para ver John Legend, mas tivemos que desistir, veríamos o John de muito longe, e pegaríamos um lugar muito ruim para as próximas atrações do palco Mundo. Uma pena, adoraria ter podido ouvir preciosidades como a música vencedora do Oscar de melhor canção Glory, All of Me e Ordinary People.
John Legend pelo telão

Seal
Seal foi um dos últimos nomes a serem confirmados nesse Rock in Rio, gerando aquela certa ansiedade de “quem vão colocar no lugar vago do dia 20??”, cheguei até a sonhar com um Juanes da vida (pô, tá faltando nomes latinos nesse palco mundo neh!!) e até mesmo um Paolo Nutini, mas depois anunciaram Seal, não era assim fã por se dizer, mas pelo menos é um nome de qualidade neh! Menos mal! Fez um ótimo show, interagiu bastante com o público, tanto é que fez mais da metade do show na passarela, desceu para o público (tô rindo até agora de um marido ciumento quando o Seal cantou olhando nos olhos da esposa do sujeito e encostando na mão dela, moço, se o Seal quisesse algo com ela, cê num teria a melhor chance de interferir hehehe). Começou o show já de cara com Crazy, mas pena que o setlist foi um pouco focado em músicas novas que o grande público não conhecia, aí deu uma esfriada na grande recepção que teve. No finalzinho veio com outro clássico, Kiss From a Rose, e para fechar com Life on the Dance Floor. Baita voz ao vivo e grande presença de palco, literalmente!
Seal

Elton John
Foi esse o show que definiu a minha escolha para essa data. Em 2011 quando acompanhei o show do Elton John no RIR pela tv deu pena de ver ele tocando para um público que a impressão que dava era que não o estava respeitando, e que só queriam saber da atração seguinte. Mas dessa vez os Medinas o colocaram num dia que combinou com ele. O setlist é como o próprio nome da turnê já anuncia, All The Hits Tour! E de cara já chegou animando o público com The Bitch is Back, e depois seguida por muitos clássicos! Candle in the Wind é uma coisa linda, apesar de essa versão não ser tão bonita quando outras que ele já fez. Aqui tenho que abrir um parênteses porque sempre lembro de Parks and Recreation, em que a Leslie pede para o Andy escrever para o funeral de Li'l Sebastian uma música 5000x mais bonita que Candle in the Wind e ele escreve: 5000 Candles In The Wind! Kkkkk pô, sdds dessa série!
Ok, voltando ao setlist, uma das que mais estava esperando era Tiny Dancer, e valeu a expectativa! De berrar junto, sorry!
Eu não gosto muito de solos em shows (e o Elton tem mania de colocar bastante), mas para a intro de Rocket Man valeu, começou acelerado, e depois “oficialmente” com “She packed my bags last night, preflight”, para gerar um dos momentos mais bonitos do show. Para fechar a música, mais um solo, agora pesado, achei que ficaria surda nesse solo, na frente do palco nos tons graves o som ficou absurdamente alto, todo mundo estava tampando os ouvidos.
Mais para o final, fez uma sequência de músicas dançantes para mandar todos os tiozões menos preparados para a fisioterapia, com I'm Still Standing, Your Sister Can't Twist (But She Can Rock 'N' Roll) e a excelente (mais uma neh) Saturday Night's Alright for Fighting.
Elton pareceu bem solto, leve, feliz por estar ali e com o público, sentou várias vezes em cima do piano, e para agradecer o público, incluiu Your Song, que não estava prevista no setlist, em forma de bis, que não é comum em festivais como esse, mas ele pode. Claro que acrescenta num lado, perdemos no outro, tirou Crocodile Rock! Uma das mais bacanas da carreira dele e das minhas preferidas. Bom, mas pelo menos ficamos com Your Song.
O único problema desse show é que como Elton é baixinho e fica somente no piano, e como estava no lado direito do palco, muitas vezes era difícil de se ter uma visão decente dele.
O setlist completo aqui. Valeu Rocket Man!
Elton John

Rod Stewart
Confesso que não estava empolgada para ver o show do Rod Stewart, veria mais por estar ali mesmo, e a medida que escutava as músicas do setlist, me empolgava menos. Mas acho que isso foi bom, porque não fui atrás de vídeos de shows dele, e quando me deparei com o início do show, fui surpreendida da melhor maneira. Ele é um verdadeiro showman, 70 anos com uma incrível presença de palco, brinca bastante com os integrantes da banda, e que não são poucos! E trocou de figurino umas 3 vezes. O show é um espetáculo completo, divertido e de qualidade, visual e musical. As músicas, apesar da voz dele não estar mais como antigamente, passam uma sensação ainda melhor ao vivo.
Adorei quando intercalavam música típica escocesa durante o show <3. E muito foi comentado das backing vocals e das mulheres na banda, que tocavam vários instrumentos e tal, achei bacana, mas a minha atenção ficou com o baixista mesmo!
O setlist, como todos as atrações desse dia, foi recheado de hits da carreira, como composições próprias e covers que ficaram eternizados na voz do escocês. Forever Young, Maggie May, It's a Heartache, Have You Ever Seen The Rain? (que deu um dos momentos mais bacanas nessa edição do RIR), a animada Da Ya Think I'm Sexy? e fechando a noite na Cidade do Rock com um lindo coro em Sailing! Junta músicas como essas com uma excelente produção e você tem um show memorável! O setlist completo aqui
Rod sensualizando:
Baixista, baixista!!
Da Ya Think I'm Sexy?

Mais uma vez, valeu ter ido!

E, não tem como publicar um post sobre música essa semana e não citar o grande David Bowie, que deixou esse plano no dia 10/01/16 para brilhar eternamente acima de nós, no espaço! Obrigada Starman por sua música e por influenciar tantas das minhas bandas favoritas! O cenário musical e artístico seria bem mais “boring” se você não existisse.  
“Look up here, I'm in heaven” 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Madame Tussauds™ London com Star Wars!!

Madame Tussauds trabalhando
Deveria postar inicialmente o post geral de Londres, mas é tanta coisa que ainda não consegui finalizar, e fazer esse post foi tão prático e rápido que vou postar ele primeiro.
Evito ao máximo colocar fotos minhas aqui no blog, mas esse post vai ser uma boa excessão. Entrar num dos museus Madame Tussauds pra mim foi como voltar a ser criança, me deixa.
Já me desculpo pelas fotos que vem a seguir, nível hard de vergonha alheia e nerdice, mas fazer o que?! Fui turista! 
Põe play e vem:

Saímos da famosa estação Baker Street e logo vimos a cúpula característica do Madame Tussauds. Chegamos “cedo” em uma manhã e a fila era razoavelmente pequena para os padrões de atrações turísticas. Fizemos uma espécie de combo para os ingressos, imprimimos o voucher do site e apresentamos na bilheteria com o travel pass - passagem de trem da National Rail (esse mesmo travel pass apresentamos na London Eye) e compramos o ingresso com Star Wars e deu um desconto até que “bom”! Dois ingressos do Madame com Star Wars saíram por algo como 23 libras. 
Foi a minha primeira experiência em um Museu Madame Tussauds, já havia visto exposições de estátuas de ceras, mas não chegavam nem perto. E o melhor, comecei pelo “original”, já que o de Londres foi o primeiro museu Tussauds do mundo. Marie Tussauds era francesa, mas em 1835 se mudou para Inglaterra e começou a expor seu trabalho em Baker Street, que depois teve a criação do seu próprio museu e anos depois, foi incorporado ao London Planetarium. Hoje, faz parte do The Tussauds Group da Merlin Entertainments, e as técnicas de Marie Tussauds para fazer figuras de cera ainda seguem sendo recriadas, e muito bem, claro.

Visão inicial do Tussauds

Começando pelas estátuas de ceras na ala dos atores/atrizes:
O eterno Mr. Darcy Colin Firth não deveria estar como estava no Oscar em 2011, o que é o dia que ele ganhou uma estátuetinha quando ele poderia estar como o Darcy em Orgulho e Preconceito na cena que ele sai do lago??!
Ainda sinto a textura do smoking do Colin Firth nas mãos, que coisa gostosa gente!
Fiquei sentanda esperando a Julia Roberts falar “I'm also just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her”, sou nerd, me deixa!
Julia Roberts sendo gentil
Eu adorava o Johnny Depp de “antigamente”, mas agora sei lá, passei dessa fase, e nunca curti esse estilo dele. Saudades dele na época de Finding Neverland.
Why is the Rum Gone?
Como as esculturas da Madame tendem a recriar os corpos nas mesmas proporções, Kate Winslet, cê tá de parabéns moça!
Divaaa Kate Winslet, altona neh??
Outra diva, a Helen Mirren é tão alta assim?? Tenho 1,73 aí tive que ir atrás da altura dela para tirar a prova real, tem 1,63 e um baita salta então rs.
Queen Helen Mirren
Minha companheira de data de aniversário, Emma Hermione Watson, estava meio que escondida sentada num canto, só vi porque olhei sem querer a placa. Mas cadê o Rupert??
It's LeviOsa, not LevioSAAA
Esse momento com Jennifer Lopez levantou um pouco minha auto estima rs
Da série: não sei fazer pose. Isso que foi com os bonecos do Brad Pitt e da Angelina Jolie, imagina quando forem os reais.
Tentando ser adotada
Nicole Kidman - me sentindo baixinha e morena rs
George Clooney é confortável
Tom Cruise baixito e eu big head
Morgan Freeman, é você Deus??
Tom Hanks e um envelope rasgado da Academia

Seguindo para a ala dos filmes, personagens e diretores:
Robert Downey Jr. estava como Sherlock Holmes, trocava 5 desses por um bonequinho do Benedict! Sorry RDJ! 
Sherlock versão Robert Downey Jr.
Meu dedo consegue ser mais E.T. que o próprio E.T.
No Sister Act com Whoopi Goldberg
Jennifer Lawrence - eu totalmente poser, não vi nenhum filme da série
Uma grande figura da direção e Steven Spielberg
Sentindo um ventinho com Marilyn Monroe
Arnold Schwarzenegger como Terminator, mas não rolou pegadinha
Robin Williams in memoriam
Daniel Craig - seria bond girl de boas rs
Fazendo a comportada porque estou com Dame Judi Dench
Alfred Hitchcock :O
Na parte dos atletas:
Não tive coragem de dar a ajeitada na cueca do Rafael Nadal, fiz a educada.
El Touro Rafa Nadal
Usain and the Lightning Bolt
Bobby Moore, capitão inglês no título da Copa em 1966
Nos bons tempos do Pelé
Minha irmã quando foi tirar a foto com o Cristiano Ronaldo fez uma espécie de f***you para ele, zoando. Umas meninas espanholas que estavam esperando para tirar a foto falaram “ahhh, la mejor foto, también quiero una así”, aí o povo em seguida foi tudo zoar o rapaz hehehe. Só depois no instagram vi que uma menina  levantou a camiseta dele e dá para ver a barriga malhada, pô, teria levantando também se soubesse!
Aquela ajeitada no cabelo se olhando no telão, antes de bater uma falta

Na parte da Realeza tivemos que pegar uma filinha para tirar a foto “oficial” com a família real: Rainha Elizabeth II, Príncipe Philip, Príncipe William, Catherine, Príncipe Charles e a Camilla. O Príncipe Harry não estava exposto! O Harry gente, de militar, que sacanagem! Tinha até a Rainha Mãe por lá, mas nada do Harry. A foto “oficial” é paga, 10 libras (não, obrigada), dei a câmera para uma total desconhecida na fila, que não conseguiu tirar direito, aí tive que cortar a foto geral. 
Na realeza
Ninguém quer mais saber de vocês dois, põe o George aí gente!!
Princesa Diana, chiquérrima sempre
Rainha Elizabeth I - não tenho coragem de ser engraçadinha com essa

Tadinhos dos Escritores e Artistas! O setor de cultura é um dos mais ignorados no Madame ou o que o povo passa mais rápido.
Oscar Wilde Charles Dickens: Quando você se sente (ainda mais) burra
Albert Einstein - ainda tentando aprender isso
Pablo Picasso
Stephen Hawking
William Shakespeare - tentando entender a minha pose até agora

Na parte da música acabei meio que ignorando as divas pops, até porque gastamos vários minutos com The Beatles, tentando todos os tipos de fotos.
The Beatles, muito amor envolvido
Que encontro!! Jimi Hendrix e Adele!
Quando a gente vê Elvis Presley a gente fica meio "dãã"
Amy Winehouse: "You know that we're no good"
Freddie Mercury, mas que pose é essa minha??

Passamos meio que rápido pelo espaço dos líderes mundiais porque já estava mais que na hora de chegarmos na parte do Star  Wars...
"Tem pão pra dar?" - David Cameron na 10 Downing Street
Esse Barack Obama não faz nada! "Bitches get stuff done"

Passamos pela The Chamber of Horrors, que tem mais de 200 anos de história, espaço um pouco mais macabro, com vítimas da Revolução Francesa, assassinos e outros criminosos. Foi a própria Marie Tussauds quem teve que fazer as máscaras dos nobres executados durante a revolução.
The Chamber of Horrors
Rei Louis XVI, Marie Antoinette, Maximilien Robespierre, Jacques Hébert e Jean-Baptiste Carrier

No Behind the Scenes at Madame Tussauds é possível conhecer um pouco sobre o processo de criação das esculturas.
A própria Madame Tussauds
Escolha de olhos para a Beyoncé e o autógrafo dela acima

Entrar nas cabinezinhas com formato dos tradicionais táxis britânicos no Spirit of London Ride serve para dar uma breve descansada e ver de forma rápida 400 anos da história da cidade inglesa, desde a Elizabethan era, passando pelo Grande Incêndio, a Peste, a Victorian age, os Swinging Sixties, até os dias atuais.
Spirit of London Ride

Chegamos então ao espaço da Marvel, com direito a Hulk, Wolverine, Homem Aranha,... e onde somos "obrigados" a assistir ao filminho de experiência 4DMarvel Super Heroes. Bacana a experiência até, sentir um pouco das garras do Wolverine nas costas, aguinha na cara, vento,...

Após o filminho de experiência 4D somos encaminhados FINALMENTE para a parte da exposição do STAR WARS, entrei chorando, o que eu mais queria ver! Na bilheteria quando os caixas ofereciam Star Wars no ingresso, muita gente não queria, vimos até uns brasileiros na nossa frente, a caixa falou que custava 3 libras a mais e eles “ahhh não”, meew, eu pagava tudo só para ver a parte do Star Wars!! rs. E na exposição muita gente passava direto pelas esculturas do Star Wars, nem paravam para uma fotinho ou só para ver mesmo. Então porque pagaram??
Sempre entra um grande volume de pessoas de cada vez após o filminho 4D, mas esperamos o povo ir passando para tirar fotos com as primeiras esculturas, que já de cara era do Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor lindooo) e Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) lutando contra o Darth Maul na cena do Episódio I.
Sorry pela pose
Deixa eu brincar um pouco!
Que coisa linda!!
Como ficamos só nós ali dentro, o ator que faz um Jedi emprestou o sabre de luz dele para gente tirar foto com o Anakin Skywalker, momento único nessa vida gente! hehe
"Always the Padawan, never the Jedi”
E aí foi isso que se seguiu:
De boas com "The captain of the Millennium Falcon"/"laser brain" 
R2-D2 e C-3PO, os metálicos mais fofos!
"Chewie, we're home" - Com Chewbacca na 'piece of junk'
"Laugh it up, fuzzball"
“Aren’t you a little short for a Stormtrooper?”
Escutando umas broncas do Yoda eu estava
"Do. Or do not. There is no try.”
Queria comprar a foto oficial do Madame do momento Darth Vader "Luke, I'm your father", mas era 10 libras, 10 LIBRAS! Dava quase 3 pints em algum pub, aí prioridades neh. Até quando fui fazer o “desespero” do Luke, a fotógrafa do Madame falou para uma família que estava esperando “ahhh, essa é uma pose legal”, pena que ficou só na foto oficial.
"Nooooooooo"
Ay, só queria ter visto a Princesa Leia com a tradicional roupa branca.
Escravas do Jabba the Hutt - sensualizando com a Leia
Quando soube da Exposição e depois vi fotos do lançamento, essa era a foto que já me veio na cabeça, sentar e ver Vader contra Luke assim, mission acomplishmed!
Puxando um saco do Darth Sidious
Sempre tem alguém pra atrapalhar
Luke cabeçudo não sabe tirar selfie!
Vader!!

Senti falta da Padmé Amidala na exposição! Cadê Natalie Portman produção?!
Acho que não colocaram o Jar Jar Binks por razões óbvias, seria a escultura que mais apanharia em toda a história do Madame. E seria fofinho ver os ewoks neh!

Mas a sacanagem, provavelmente pelo espaço utilizado pela exposição do Star Wars, o Benedict Cumberbath não estava lá, o BENEDICT!! O que eu mais queria ver (depois do Star Wars, claro)! Pensando bem, talvez foi melhor assim, imagina a fiasqueira que eu ia fazer com o Bene. rs
David Beckham e Victoria também foram retirados, mas pelo menos vimos o Beckham no London Eye, assim como a Kate Winslet.
Combinamos, vai!
Já virei migaaa da Kate Winslet
Mas no geral, é uma visita muito bacana de se fazer, nem sei quantas horas ficamos lá dentro, mas valeu!