quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Arcade Fire - Infinite Content Tour Brasil

Eu preciso falar sobre os dois shows incríveis do Arcade Fire no Brasil em dezembro! (Sim ainda disso, vieram festas de fim de ano, mini férias e coisarada, e o post ficou empacado, mas é a banda mais linda do <3 e quero deixar registrado). 
Richard, Win e Régine no Rio
Depois dos maravilhosos shows em 2014 no Rio e no Lolla, a banda canadense/americana/haitiana voltou com a turnê Infinite Content, nome de uma das músicas do seu mais recente álbum: Everything Now. O disco não foi tão bem aceito como os outros trabalhos da banda, mas ainda assim, eu gostei desse disco. Não adianta, Arcade Fire nunca fará um disco parecido com o anterior, eles gostam de se aventurar, e é isso uma das coisas que mais gosto na banda. E apesar das "críticas", o disco tem músicas excelentes como Put Your Money on Me (para mim, a melhor de 2017), Creature Comfort, Signs of Life, e a música título do disco, Everything Now.

A turnê americana/canadense foi em arenas e o palco ficava no meio da arena, lembrando um ringue de luta. Como por aqui não temos lugares como esse, ficou a corda do ringue nas primeiras músicas e o telão da luta. Talvez somente a própria Jeunesse Arena no Rio teria uma estrutura assim, onde seria o show inicialmente, e por questão de venda de ingressos, o local foi transferido para o centro do Rio, na Fundição Progresso (dia 08/12/17). Em São Paulo também tiveram que diminuir a capacidade do público na Arena Anhembi (dia 09/12/17). É uma banda indie, não dá para achar que vão trazer sozinhos metade do público que eles lotaram no main stage do Lolla em 2014. Ainda assim, quem foi, viu dos melhores shows que alguém pode presenciar. 
A entrada/subida da banda ao palco tem estilo de luta, com narração divertida "...uma chocante perda no Oscar...", e no telão transmissão semelhante as de lutas, eles passam na frente do público na grade e sobem ao palco, e com o sino de luta tocado por Régine Chassagne, o show oficialmente começa! 

E é justamente com Everything Now que eles abrem os shows nessa turnê. Com direito aquele coro lindo "narananana..." 
O setlist nos dois shows foi praticamente o mesmo, com poucas alterações. O setlist "habitual" da turnê tem Signs of Life como segunda música, mas não tivemos essa por aqui :(
Mas a segunda já foi de cara Rebellion (Lies), com Will Butler e Richard Reed Parry em São Paulo brincando de cortar a cabeça do Richard, mas ainda dá saudades do tempo que eles se matavam no palco. 
No "carnaval" de Here Comes The Night Time, em SP, o Win Butler pegou uma bandeira do Haiti da galera e deixou no palco, depois passou a bandeira para Régine para ela cantar a linda (e própria) Haiti, Régine brilhando dançando na nossa frente, com aquele microfone lapela, que dá mais espaço ainda para ela dançar! No Rio, deu para ver os olhos dela brilhando de emoção ao final da música olhando para o público, que mulher mais fofaa! 
Em SP rolou Chemistry, eh. E no Rio, pela primeira vez ao vivo, tivemos Peter Pan (depois em SP tbm), a música que Win escreveu para o pai, doente, e com Richard tocando seu Violoncelo. E em seguida já voltamos para o clássico No Cars Go! 
Electric Blue, mais um momento para Régine brilhar, e com balões azuis pela plateia no Rio.
Put Your Money on Me virou minha favorita do último disco depois desses shows. No Rio, Win e Régine fizeram o que fazem em alguns shows, param um na frente do outro na intro e ficam dançando. Por sorte, minha irmã estava com a câmera ligada na hora e vi o Win indo na direção da Régine, só falei "grava que eles vão dançar!" e foi! <3
Atendendo a pedidos, tivemos Neon Bible, com celulares iluminando a Fundição e o Anhembi. No Rio também tivemos um pouco de My Body is a Cage. Mas mataria mesmo para ouvir Intervetion ou (Antichrist Television Blues) ao vivo. No Rio, Win voltou a cantar o trechinho de Brazil na versão de Bob Russell. Eita amor por esse país! Em São Paulo ele cantou essa junto ao samba Wake Up no final do show.
E então chega a hora da minha favorita de todas as músicas, como é maravilhosa escutar essa ao vivo, por favor, nunca tirem Neighborhood #1 (Tunnels) do setlist! 
Arcade Fire presents: The Suburbs, hora da sequência do disco que teve a melhor vitória em um Grammy, com The Suburbs (com direito ao "perfect son"), Ready to StartSprawl II (Mountains Beyond Mountains). Assim como em 2014, no Rio, Régine cantou um trechinho de O Morro Não Tem Vez de Tom Jobim ao final de Sprall II! A gente sabe que ela ama a música brasileira sim!
Por aqui voltou a entrar It's Never Over (Oh Orpheus) no setlist, já que uma das inspirações da música foi o filme Orfeu Negro, que se passa no Brasil. Adoro essa música, o único problema é que Régine vai cantar lá no cantão. E com Hey Orpheus entramos nas músicas do Reflektor, com a própria Reflektor, Afterlife (com Win cantando no meião da galera) e We Exist (No Rio, foi a 1ª vez nessa turnê). Aliás, saudades dos bobbleheads.
Com uma intro puxada pelos braços da Sarah Neufeld e que ficou linda para ser registrada nos vídeos da turnê, Creature Comfort! Das melhores do novo disco, e segundo o próprio Win, das mais animadas para tocar, funciona tão bem ao vivo. 
E fechando a primeira parte do(s) show(s), Neighborhood #3 (Power Out)! Is it a dream? Is it a lie? I think I'll let you decide.

Após a mini pausa, umas garrafas vazias são colocadas no palco, Win surge novamente no meio da galera cantando We Don't Deserve Love (provavelmente a mais emotiva de EN), mas quem rouba a cena é novamente Régine, a mulher não cansada de tocar piano, acordeão, teclado, bateria,... agora toca garrafas! Mais uma música do EN que fica ainda melhor ao vivo. 
O coro "naranana" lindo de Everything Now volta com a versão "continued" para servir de abertura de Wake Up! A melhor música para se ouvir ao vivo!! Coisa mais linda! No Rio, fiquei olhando para a Régine (porque é maravilhoso ver como ela interage com o público nessa hora), e quando olho para o lado, minha irmã está com o pandeiro que o Richard jogou para a galera! :O
Da mesma forma como eles sobem no palco no início do show, eles saem descendo também na frente do público, só que dessa vez, saem cantando Wake Up com batucada de samba. Em São Paulo foram acompanhados pela Acadêmicos do Tatuapé, a batucada seguiu no "backstage" e durou vários minutos, Régine sambando (! <3)! E pra gente, restou ir embora cantarolando as músicas e com shows incríveis na memória.

O bom de ter ido nos dois shows é que você pode prestar atenção em bem mais coisas, no Rio, fiquei praticamente no meio do Win e da Régine, e assim deu para olhar mais para o Jeremy Gara e para o Tim Kingsbury, em São Paulo, fiquei na frente do Richard e deu para olhar mais para meus amores Sarah e Will.

Não é exagero dizer que nunca curti tanto um show como esses, principalmente o show do Rio de Janeiro, no dia 08/12/17. Virou meu favorito na listinha de shows da vida, antes mesmo que Paul McCartney, The Who e Rolling Stones. Para mim, Arcade Fire é a representação real do que a música deve ser e ser sentida. E ainda de quebra, o povo se entrega totalmente nas músicas. Só não sei quem curtiu mais esses shows, se o público ou se a própria banda! Vide os tweets que o povo da banda soltou e revoltou meio mundo. Desculpa aí!


Tentativas das fotos (Usei pouco a câmera nesses shows):
Rio
Rio
Rio
Rio
São Paulo
São Paulo
São Paulo

São Paulo
São Paulo
São Paulo
São Paulo
São Paulo
Pedaços do que consegui/tentei gravar nos shows na Playlist.

Os dos shows de abertura foram de responsabilidade da banda colombiana Bomba Estéreo, que só tinha visto o show deles no Rock in Rio na TV por cima, e ao vivo passa uma energia contagiante (pena que no Rio o som tava ruim para eles). Um show com uma mistura de ritmos latinos com música eletrônica (muito bom para escutar de boas na praia. Fica a dica), e com uma ótima presença de palco de Li Saumet.
Bomba Estéreo no Rio

Quero falar também sobre meu momento de stalkerNa passagem deles por aqui em 2014, consegui pegar autógrafos e tirar fotos após o show do Rio com "alguns" da banda, mas Régine e Richard ficaram na van. Nesse ano, tive ainda mais sorte
Na manhã seguinte ao show do Rio, peguei a ponte área para ir ao show de São Paulo, mas meu voo atrasaria mais de meia hora, nisso já comentei "É sinal!", porque já imaginávamos que eles pegariam algum voo pela manhã. E não deu outra, alguns minutos depois, estava sentada pela área de embarque e vi a Sarah andando rápido com a case do violino na mão, tentei ir atrás mas não queria stalkear forte e fui mais devagar, mas nisso Tim vinha pelo caminho contrário, e aí começou os stalks rs. Tim perguntou de onde eu era e até se ofereceu para tirar a foto, logo em seguida foi a vez do Richard. Tava tão na onda de não incomodar eles, que já chegava pedindo desculpa, pedia foto, falava que o show tinha sido incrível, até esqueci de pegar autógrafos (eia burra). [E nisso perdi a Sarah de vista :( ]
Depois passou o Will, meu marido platônico, tão querido, estava andando meio que sem rumo por lá, fui falar com ele, abriu o sorriso, tão fofo. Como tava nervosa e sozinha, esqueci de pedir autógrafo e de falar pra ele trazer o projeto solo dele para cá na próxima, depois incomodei ele rapidamente de novo pelo autógrafo e de novo abriu o sorrisão. <3
Em seguida vi chegando um grupinho, Régine e o baby Butler na frente, 2 mulheres, o segurança que acompanha eles nos shows e o Win. Fui no Win rápido (esqueci do autógrafo, lógico, porque sou uma anta, mas depois consegui daí), agradeci pelo show e esqueci de falar que era eu e minha irmã com os cartazes WIN MVP (Ele viu no show e abriu o sorriso). Da Régine, como ela estava com o "baby que não tá mais baby", fiquei com medo e não fui direto, falei com o segurança para ver se daria, ele ficou meio assim 'não sei', e falei que entedia e saí. Sei como eles gostam de manter a criança em paz. Tanto é que mal tive coragem de olhar para o menino, parecia que estava olhando para Medusa. rs
Fiquei sentada um tempo e depois vi a Régine de longe, fiquei tomando coragem para ir lá perto (não tenho jeito pra essas coisas rs), e nisso vi Sarah vindo na minha direção, fui falar com ela, muito querida, como sempre, e claro que esqueci de falar que comecei a escutar músicas instrumentais como as que ela faz por causa dela, e que adoro seus trabalhos solos.
Aí fui indo na direção que tinha visto Régine de longe, mas já no caminho vi ela na fila para comprar doce! Tomei coragem e fui, pensei que o máximo que ia acontecer seria um "agora não", mas claro que não neh, diva não faz essas coisas. Cheguei já pedindo desculpas por incomodar, e perguntei se ela poderia tirar uma foto, ela veio naquela voz fofa dela "oh sure!", agradeci pelo show incrível da noite anterior e perguntei se ela poderia autografar meu Suburbs porque só estava faltando a assinatura dela. Ela "oh really? Yes", já aproveitei e dei o Neon Bible também. Tava tremendo tanto que nem lembrei de falar algumas coisas que queria, mas pelo menos consegui conhece-lá finalmente e falei que a veria novamente naquela noite. Já o Jeremy não peguei ele andando por lá, só vi depois ele sentado conversando com o Tim e mais umas pessoas, achei melhor não ir incomodar daí :/
Tudo isso foi o famoso "Morri mas passei bem".

Bom, esse post foi sobre saudades!
 
 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

The Crown!

Sempre quero ressuscitar esse blog, mas sempre acabo me enrolando e parando no caminho, mas com a estreia de The Crown na Netflix no último dia 04/11, a vontade bateu forte. Me empolgo pra escrever quando gosto de algo. 

The Crown, criada e escrita por Peter Morgan (responsável pelo roteiro de A Rainha), foca nas relações em torno da coroa britânica na década de 50 e no início do reinado da Elizabeth II. Essa primeira temporada gira em torno da vida de Elizabeth (Claire Foy), ainda jovem, seu início de casamento com Philip (Matt Smith), as relações familiares, principalmente com o pai, George VI (Jared Harris), e a irmã, Princesa Margaret (Vanessa Kirby). E também nas reuniões que tinha com o Primeiro-Ministro britânico Winston Churchill (John Lithgow) para tratar assuntos importantes do governo.
É a série mais cara da Netflix, passando da casa dos 100 milhões de dólares, cada cena em alguma sala diferente já pensava "quanto $$$$ que gastaram nessa cena aí".
 
Não vou entrar aqui na exatidão dos acontecimentos históricos, até porque não sou historiadora nem nada (nem crítica de televisão, mas neh...), mas em relação aos acontecimentos públicos da realeza, a série pra mim acertou em cheio, até mesmo na recriação de alguns eventos. Empaquei e não tenho vontade de continuar com Victoria da BBC justamente porque alguns acontecimentos não estão na cronologia certa. (E também porque amei o filme A Jovem Rainha Victória, aí fico comparando.)

Sempre gostei bastante de filmes e séries de realeza, por mais que provavelmente não iria gostar de viver sobre um regime de monarquia, mas é interessante ter outros pontos de vistas da realeza. Acho que The Crown é a série/filme que mais gostei desse tema.

Até um pouco tempo atrás, antes de saber que The Crown seria feito, comentei como a Elizabeth na posição dela, conseguia se manter tão longe dos holofotes quando o assunto era a vida privada dela, e então lançam uma série que mostra o romance, a liberdade e alegrias que Elizabeth tinha com Philip no início do casamento enquanto era "só" princesa, e toda a mudança de vida quando seu pai falece e ela acaba assumindo o posto de soberana. (SPOILER rs) A cena em que Philip "conta" Elizabeth sobre a morte do rei George apenas com o olhar é de cortar o coração, ela perdendo o pai e os dois sabendo que a partir dali as suas vidas nunca mais seriam as mesmas.
Outra cena de cortar o coração é quando Margaret está tocando piano enquanto o pai canta, ela observa o pai doente e não consegue segurar as lágrimas. 

O que torna The Crown tão interessante (também) é acompanhar o crescimento, amadurecimento e o aumento da confiança de Elizabeth, mesmo por dentro sendo tão emotiva (o olhar de Claire Foy entrega tudo) e de ter tantas dúvidas. A escolha por manter o próprio nome, a relação dela com o parlamento (e pensar que aquela jovem rainha está fazendo atualmente o reinado mais longo da história e sem perder o pulso). Desde o início do casamento quando não cede a vontades e ao pedido de Philip e faz ele se ajoelhar, e depois a dificuldade que vai encontrando no casamento, a bronca no gabinete, e principalmente, o fato de ter ido contra a irmã e de ter a privado do casamento com Peter Townsend, já que a situação não tinha mais contorno, tanto pelo estado quanto pela igreja. Todo o martírio que Elizabeth passa para tomar a decisão que acaba afastando ainda mais a irmã dela mas protege a coroa. Que é aliás, como o próprio nome da série diz, sobre a coroa, a série não é sobre especificamente Elizabeth e Philip, sobre os Windsors, mas sim, das ações feitas para proteger a coroa e manter a soberania da família real.
Uma história sobre o quanto a rainha sacrificou sua própria vida como mulher, esposa, mãe e irmã, para o bem da coroa. Um "trabalho" muito solitário e com várias decisões difíceis a se fazer. A gente assiste e se passa a colocar no lugar da Elizabeth! Aliás, Lilibeth, me chame pra um chá, quero ser tua amiga!

Todo o investimento com cenários e figurinos não valeria para nada se não tivesse um elenco tão afiado e tão bem dirigido. Não sei se foi mais sorte da Claire Foy conseguir o papel de Elizabeth ou se foi mais sorte da série de conseguir uma atriz como ela. Claire consegue entregar uma Elizabeth impecável, nos gestos, jeito de falar, de andar, e na emoção que passa, tudo só com o olhar muitas vezes. Conseguiu fazer a transição de jovem princesa para uma rainha mais confiante de maneira sutil e como deveria ser feito. Claire me deu vontade de finalmente assistir Little Dorrit e Wolf Hall.
Sempre gostei de Doctor Who, mas nunca saí da temporada com o David Tennant porque não ia muito com a cara do Matt Smith, ahh como fui trouxa rs. Matt Smith, que ator, uma cópia física e de gestos do Príncipe Philip, e que assim como Claire, consegue entregar tudo com o olhar (e sem falar que agora consigo entender o que Lily James viu no Matt rs). Aquele jeito do Matt de abaixar a cabeça como o Philip verdadeiro dá até medo de tão parecido.
A transformação de John Lithgow em Winston Churchill foi nada menos que surpreendente. Extremamente bem feito, que papel e que ator!
A Vanessa Kirby também acertou em cheio a criação da sua Princesa Margaret, um papel que precisa de glamour e achar o ponto certo pra não ficar caricato e apenas uma jovem mimada, mas não, ela consegue passar toda a angústia de ver a irmã crescendo e o sofrimento por não conseguir ter a vida que queria.
Jared Harris como Rei George VI para mim é ainda melhor que Colin Firth (e olha que pra mim é difícil admitir isso rs) que ganhou o Oscar por esse papel, até porque Jared pegou os momentos mais difíceis de Albert/George.
Desde o casal real principal até atores com papeis menores conseguem passar uma emoção incrível em cena, e a própria fotografia e direção deixa os olhos brilhando em evidência.
A semelhança de Ben Miles com Peter Townsend é incrível. Até as crianças Elizabeth e Margaret tem uma semelhança e trejeitos das respectivas atrizes "grandes".
Só sei que o mínimo que quero para essa série é uma chuva de Emmys, Globo de Ouros e SAGs.



Já li gente falando que The Crown é a Downton Abbey da Netflix, não neh gente! Não dá pra comparar. Cada uma tem suas particularidades, e as duas são ótimas (mas prefiro mais TC).

Netflix, te amo! Diferente do cenário político de 2016, que foi está sendo tenebroso, em relação as séries da Netflix não podemos reclamar neh. Responsáveis por uma das melhores séries dos últimos anos, Stranger Things, uma ótima segunda temporada de Narcos, e ainda um revival da amada Gilmore Girls!
Resumindo, amei The Crown! Elenco excelente, excelente ambientação, roteiro, tudo!
E que venha a próxima temporada, e que seja feito o que comentaram, que The Crown tenha 6 temporadas focada nos anos e décadas seguintes. Doida pra ver Elizabeth tendo que aturar a Thatcher e tentando encontrar uma esposa para o Charlie.

PS: apesar de tantos momentos históricos importantes, cenas emotivas e tals, a minha preferida da série é uma conversa entre Philip e Elizabeth, depois dela dar uma bronca em Churchill e o marido ver a esposa "maior".

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Rock in Rio 2015!!

20/09/2015
(Esse texto já estava pronto há um tempo, mas me enrolei pra postar porque estava com preguiça de separar as fotos, mas como quero postar sobre Star Wars na sequência, vou liberar esse antes - e também por uma das resoluções de ano novo: terminar as coisas! rs).
Fotos minhas
Eu até entendo muita gente que não curte o Rock in Rio, que já foi e teve uma má experiência devido alguma data ruim e/ou com alguma atração com fãs escrotos ou coisas do tipo, mas eu estou na lista de pessoas que até agora só teve experiências boas com o festival e sempre teve sorte com as datas, atrações e público, como já escrevi aqui sobre 2011, 2012 e 2013.

Assim como aconteceu nas edições de 2011 e 2013, comprei o Rock in Rio Card logo no início das vendas, sem mesmo saber quais atrações poderiam vir, naquela esperando algo que eu adoraria muuuito ver, no estilo Robbie Williams que teve no Rock in Rio Lisboa em 2014. Claro que depois começou a bater o desespero porque não anunciavam nada que estava me interessando muito e já estava pensando em vender o card, até queria ver o Queen (acompanhei pela tv e achei o show muito bom), A-HA foi descartado pois seria no dia da Katy Perry, aí com público fanático como o dela não rola (pelo menos consegui ver A-Ha em show solo em Curitiba! Meldels como o Morten e Magne são lindos e como o show é bacana), até que finalmente anunciaram Elton John, que já estava há muito tempo querendo ver, e somamos as presenças de Paralamas do Sucesso, John Legend, Baby do Brasil, para confessar, na época não estava muito interessada em Rod Stewart. E depois, uma das últimas atrações a serem confirmadas nessa edição, a 3ª atração do Palco Mundo foi Seal.

Infelizmente, a melhor maneira de chegar e sair da Cidade do Rock tem um preço meio salgado, o ônibus executivo Primeira Classe, custa 70 reais (em 2013 era 50 reais), mas é a melhor opção mesmo, ar condicionado, confortável, sai de diversos pontos práticos do Rio de Janeiro em horário marcado, te deixa na entrada central do RIR, com banheiros químicos e opções de compra de comida e, na hora de ir embora, diversos ônibus saem ao mesmo tempo fazendo roteiros padrões (do tipo Ipanema, Copacabana, Santos Dumont) e parando em qualquer lugar desse trajeto que o passageiro solicitar.
Como deixamos para comprar muito tarde, a venda online do Primeira Classe não estava mais aberta por causa da entrega, fomos no sábado antes num shopping em Botafogo comprar as passagens, claro que os horários melhorzinhos já estavam todos lotados, tivemos que pegar o que saía as 11 horas da manhã (que atrasou e saiu só 11:30), mesmo assim, chegando cedo na Barra.
Tinha uma filinha para entrar na Cidade do Rock, mas sentamos na grama numa sombra e ficamos acompanhando uma banda que tocava por ali, bem de boas.
Filinha
Já que não teria nenhuma atração que precisávamos ver de perto, esse foi o ano que mais aproveitamos todos os espaços, andamos bastante, tudo com calma. Como demoramos para entrar na fila, dessa vez não entramos ao som da música tema do Rock in Rio e vimos os fogos de longe mesmo.
É meio estranho um Rock in Rio sem um dia aberto de céu azul, estava meio nublado, mas acho que foi melhor assim, não estava quente, foi bem tranquilo. Andamos pelos stands procurando brindes bons, mas nada demais, tava meio fraco nesse quesito. Patrocinadores meio mãos de vacas. 
Painel com todos os nomes que passaram nesses 30 anos de Rock in Rio (tinha até La Oreja de Van Gogh e El Canto del Loco <3)

Quanto as atrações musicais, que é o que importa, passamos rapidamente pelo show da cantora Alice Caymmi, a Rainha dos Raios, que se apresentava com o maestro Eumir Deodato.
Alice Caymmi
Palco Sunset no início do dia

João Sabiá
Depois seguimos para a Rock Street para ver um show que estava muito querendo ver, do cantor carioca João Sabiá (participou também do reality musical Fama e fez participação no Hoje é Dia de Maria), que show bacana e delicioso, no melhor estilo carioca! Por mim poderia tocar também no Sunset! Uma das melhores vozes masculinas da música brasileira na atualidade, sério, sem falar na excelente qualidade musical também. Só tô chateada ainda que não rolou Renatinha!
No show do João Sabiá ainda apareceu a Casa de Dança Carlinhos de Jesus para dançar um pouco com o povo, até mesmo com o próprio Carlinhos!
João Sabiá
Casa de Dança Carlinhos de Jesus

Baby do Brasil + Pepeu Gomes
Atravessamos a Cidade do Rock para ver uma das minhas vozes femininas brasileiras favoritas: Baby do Brasil, acompanhada por nada mais nada menos que Pepeu Gomes, um reencontro no palco que não acontecia fazia anos! E para tornar tudo meio que família (assim como boa parte do público, formada pelas mais variadas idades), o guitarrista Pedro Baby, filho de Baby e Pepeu, e o responsável pela direção do show! Baby Consuelo tava meio parecendo a menina pastora daquele vídeo “cês sabem que significam essas cinco predrinhas mermão?” hehe. Se em 2013 no mesmo Sunset vi Pepeu com Moraes Moreira e Didi Gomes cantando Novos Baianos, agora complementei ouvindo músicas como A Menina Dança e Tinindo Trincando na voz original da Baby!
Baby do Brasil!
Pedro Baby
Pepeu Gomes

Como não tinha interesse em ver Magic, foi a hora que escolhi para finalmente descer na tirolesa do Rock in Rio! Adorei esse novo esquema de “fila” da tirolesa, das outras vezes nem me atrevi a tentar para não ficar 4 horas na fila, e no RIR Madrid em 2012 com a fila bem pequena, a anta aqui tava de vestido! Mas que delícia que é aquilo, que vista linda lá de cima! E como já tava perto do início do show do Paralamas, o público no palco mundo já era bem grande! Quero de novo!!
Quanto ao Magic, não deu pena de ter perdido, valeria a pena ver só pelo baixista e pelo guitarrista, Oi pra vocês!

Palco Mundo
Iniciando as atrações da noite no Palco Mundo, os pelinhos dos braços levantam ao som de mamma mia let me go de Bohemian Rhapsody do Queen acompanhada dos fogos de artificio!!

Paralamas do Sucesso
Eu não acredito que levei tanto tempo assim para finalmente ver um show do Paralamas do Sucesso! Uma das bandas nacionais que mais gosto! Perdi as contas de quanto escutei discos como o Nove Luas. Hebert Vianna, João Barone, Bi Ribeiro e cia foram extremamente bem recebidos pelo público, e retribuíram a altura, um show ao melhor estilo Rock in Rio, só com hits de toda a carreira dos Paralamas, e público cantando junto em todas as músicas. Gostei de ver o Hebert felizão no palco, aliás todos no palco e no público! Um ótimo jeito de iniciar a “noite”.
Paralamas do Sucesso!

O plano inicial era após Paralamas irmos ao palco Sunset para ver John Legend, mas tivemos que desistir, veríamos o John de muito longe, e pegaríamos um lugar muito ruim para as próximas atrações do palco Mundo. Uma pena, adoraria ter podido ouvir preciosidades como a música vencedora do Oscar de melhor canção Glory, All of Me e Ordinary People.
John Legend pelo telão

Seal
Seal foi um dos últimos nomes a serem confirmados nesse Rock in Rio, gerando aquela certa ansiedade de “quem vão colocar no lugar vago do dia 20??”, cheguei até a sonhar com um Juanes da vida (pô, tá faltando nomes latinos nesse palco mundo neh!!) e até mesmo um Paolo Nutini, mas depois anunciaram Seal, não era assim fã por se dizer, mas pelo menos é um nome de qualidade neh! Menos mal! Fez um ótimo show, interagiu bastante com o público, tanto é que fez mais da metade do show na passarela, desceu para o público (tô rindo até agora de um marido ciumento quando o Seal cantou olhando nos olhos da esposa do sujeito e encostando na mão dela, moço, se o Seal quisesse algo com ela, cê num teria a melhor chance de interferir hehehe). Começou o show já de cara com Crazy, mas pena que o setlist foi um pouco focado em músicas novas que o grande público não conhecia, aí deu uma esfriada na grande recepção que teve. No finalzinho veio com outro clássico, Kiss From a Rose, e para fechar com Life on the Dance Floor. Baita voz ao vivo e grande presença de palco, literalmente!
Seal

Elton John
Foi esse o show que definiu a minha escolha para essa data. Em 2011 quando acompanhei o show do Elton John no RIR pela tv deu pena de ver ele tocando para um público que a impressão que dava era que não o estava respeitando, e que só queriam saber da atração seguinte. Mas dessa vez os Medinas o colocaram num dia que combinou com ele. O setlist é como o próprio nome da turnê já anuncia, All The Hits Tour! E de cara já chegou animando o público com The Bitch is Back, e depois seguida por muitos clássicos! Candle in the Wind é uma coisa linda, apesar de essa versão não ser tão bonita quando outras que ele já fez. Aqui tenho que abrir um parênteses porque sempre lembro de Parks and Recreation, em que a Leslie pede para o Andy escrever para o funeral de Li'l Sebastian uma música 5000x mais bonita que Candle in the Wind e ele escreve: 5000 Candles In The Wind! Kkkkk pô, sdds dessa série!
Ok, voltando ao setlist, uma das que mais estava esperando era Tiny Dancer, e valeu a expectativa! De berrar junto, sorry!
Eu não gosto muito de solos em shows (e o Elton tem mania de colocar bastante), mas para a intro de Rocket Man valeu, começou acelerado, e depois “oficialmente” com “She packed my bags last night, preflight”, para gerar um dos momentos mais bonitos do show. Para fechar a música, mais um solo, agora pesado, achei que ficaria surda nesse solo, na frente do palco nos tons graves o som ficou absurdamente alto, todo mundo estava tampando os ouvidos.
Mais para o final, fez uma sequência de músicas dançantes para mandar todos os tiozões menos preparados para a fisioterapia, com I'm Still Standing, Your Sister Can't Twist (But She Can Rock 'N' Roll) e a excelente (mais uma neh) Saturday Night's Alright for Fighting.
Elton pareceu bem solto, leve, feliz por estar ali e com o público, sentou várias vezes em cima do piano, e para agradecer o público, incluiu Your Song, que não estava prevista no setlist, em forma de bis, que não é comum em festivais como esse, mas ele pode. Claro que acrescenta num lado, perdemos no outro, tirou Crocodile Rock! Uma das mais bacanas da carreira dele e das minhas preferidas. Bom, mas pelo menos ficamos com Your Song.
O único problema desse show é que como Elton é baixinho e fica somente no piano, e como estava no lado direito do palco, muitas vezes era difícil de se ter uma visão decente dele.
O setlist completo aqui. Valeu Rocket Man!
Elton John

Rod Stewart
Confesso que não estava empolgada para ver o show do Rod Stewart, veria mais por estar ali mesmo, e a medida que escutava as músicas do setlist, me empolgava menos. Mas acho que isso foi bom, porque não fui atrás de vídeos de shows dele, e quando me deparei com o início do show, fui surpreendida da melhor maneira. Ele é um verdadeiro showman, 70 anos com uma incrível presença de palco, brinca bastante com os integrantes da banda, e que não são poucos! E trocou de figurino umas 3 vezes. O show é um espetáculo completo, divertido e de qualidade, visual e musical. As músicas, apesar da voz dele não estar mais como antigamente, passam uma sensação ainda melhor ao vivo.
Adorei quando intercalavam música típica escocesa durante o show <3. E muito foi comentado das backing vocals e das mulheres na banda, que tocavam vários instrumentos e tal, achei bacana, mas a minha atenção ficou com o baixista mesmo!
O setlist, como todos as atrações desse dia, foi recheado de hits da carreira, como composições próprias e covers que ficaram eternizados na voz do escocês. Forever Young, Maggie May, It's a Heartache, Have You Ever Seen The Rain? (que deu um dos momentos mais bacanas nessa edição do RIR), a animada Da Ya Think I'm Sexy? e fechando a noite na Cidade do Rock com um lindo coro em Sailing! Junta músicas como essas com uma excelente produção e você tem um show memorável! O setlist completo aqui
Rod sensualizando:
Baixista, baixista!!
Da Ya Think I'm Sexy?

Mais uma vez, valeu ter ido!

E, não tem como publicar um post sobre música essa semana e não citar o grande David Bowie, que deixou esse plano no dia 10/01/16 para brilhar eternamente acima de nós, no espaço! Obrigada Starman por sua música e por influenciar tantas das minhas bandas favoritas! O cenário musical e artístico seria bem mais “boring” se você não existisse.  
“Look up here, I'm in heaven”