sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ringo Starr, Ringão!!!

Acho que ainda não caiu a ficha direito que num periodo de 1 ano, vi 2 shows do Paul McCartney e 1 do Ringo Starr, meio surreal!
Você passa uma vida ouvindo, assistindo clipes e filmes de uma banda que revolucionou a história da música, e aí você tem a oportunidade de ver 2 integrantes do FabFour ao vivo, tocando e cantando na sua frente. The Beatles é minha favorita ever, e poder ir no show do Ringo e do Paul vira nostalgia.
Foto da esquerda roubada da Internet, Foto da direita, by Alana
Desde a vinda do Paul há um ano atrás, (caramba, dia 21/11 já vai fazer 1 ano do primeiro show do Paul!!), já se cogitava a vinda do Richard Starkey, vulgo Ringão, para 2011, também neh, com a repercursão e ótimo público que os shows do Paul tiveram, era de se esperar.
E aí, lá por junho desse ano, anunciaram os 7 shows do Ringo no Brasil para novembro. A compra dos ingressos foi bem mais tranquila que a do Macca, mas mesmo assim deu aquele nervosismo básico neh?! hehehe
Também não teve aquele sofrimento e calor enfrentados na fila dos shows do Macca em SP e no Rio, foi bem mais “tranquilo”, tirando a vontade de dar um soco na cara de um atendente do Credicard Hall que tava fazendo confusão com os cartões e quase não deixou a minha irmã entrar, por isso, perdemos a grade, mas dá nada, vi o Ringão.
Só uma dúvida, por que o povo da grade parece tão morto?! Não cantam, não dançam, não pulam, mal levantam os braços, ahhh, pára neh! hehehe
E dá onde o Ringo tem tanto fã pirralho?! Não falo pirralho por idade, mas por atitude mesmo, mas deixa isso pra lá. hehehe
Público: "Ringo! Ringo! Ringo!"
Ringo: "Yeah! that´s my name"  
(By Alana)
Tá, chega de blábláblá e vamos ao que interessa, sem atraso, o show do Ringo Starr and his All Star Band começa! “Ai, atrasou 2 minutos!”  ...Ah vai a m****! Kkkk
Ah, o setlist foi o mesmo que eles vem tocando na turnê, sem mudanças.
Assim como no Paul, você demora a acreditar que tá vendo o Uncle Ringo na sua frente, aquele mesmo Ringo que foi atropelado por um pneu em A Hard Day´s Night (sempre me racho de rir nessa cena) ou que é perseguido por aquela seita em Help. hehehe
Abre com It don´t come easy, segundo single da carreira solo dele, depois vem a primeira música dos Beatles, tá a música que não é dos Beatles mas que ficou imortilizada por eles, Honey Don´t! Aí veio um dos melhores momentos do show, no meio de Choose Love, Ringo vai pela primeira vez na bateria! Momento único! Ver um beatle na posição “oficial” dele!!  
All-Starr Band (By Alana)
E como no show tem a “All Starr Band”, o setlist é misturado entre músicas da carreira solo do Ringo, músicas dos Beatles e músicas dos membros da All Starr Band. Bah! Que banda boa e competente, baita som ao vivo!
Na minha opinião, os destaques ficaram para What I Like about you (adoro!!!) cantada por Wally Palmar do The Romantics, Edgar Winter cantando Free Ride e dando um show a parte em Frankenstein e Rick Derringer (The McCoys) com Rock And Roll Hoochie Koo.
Claro que se pudesse tiraria Dream Weaver com Gary Wright e Take These Broken Wings (sim, cantaram essa clássica mesmo!! hehehe) com Richard Page (Mr. Mister), nada contra, mas são paradas demais hehehe.
(By Alana)
Referente as músicas solos do Ringo, é lindo ouvir a minha favorita dele, Photograph, escrita por ele e pelo meu futuro falecido sogro George (hehe)!
The Other Side of Liverpool foi bacana demais, já que a “bateria” do Ringo ficou na frente do palco, mas se pudesse trocaria The Other Side of Liverpool por Liverpool 8 que eu amo, e amaria ouvir ao vivo Walk with you. Divertido também foi Back Off Boogaloo! Claro, que incluiria outras da carreira solo do Ringo no setlist, mas...

video

Mas agora, só ouvir Yellow Submarino ao vivo, na voz original, já valeu ingresso! A música que nem lembro a primeira vez que ouvi, tão lindo! hehehe
E eu mexendo a cabeça que nem o Ringo mexia lá pelos anos 60 em I Wanna be your man e Boys, cantando Act Naturally! Ahhhh!! hehe
E pra fechar, uma das minhas (e muitas) favoritas dos Beatles, With a Little Help from my friends seguida de Give peace a chance! Pura nostalgia, perfeito!
By Alana
Perdi uma baita festosa chique de casamento que queria ir em Joinville pra ver esse show, acho que se fosse outro show eu preferiria o casamento, mas como era O Ringo e esse final de semana já estava programado há meses, fui no Ringo neh?!
Só posso dizar, foi Awesome!! Inesquecível!!  
E agora chega um pouco de shows neh?!h ehehehe
Já vi Paul e já vi Ringo, George e John verei na minha Magical  Mystery Tour! hehehe
Ah, e claro, falta o Dhani Harrison tbm! :)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Planeta Terra 2011

Agora sim, tomei vergonha na cara e FINALMENTE fui no Planeta Terra, depois de passar 4 anos sempre vendo as minhas irmãs voltando e dizendo o quanto festival tinha sido bom, eitcha!
E olha que eu tava meio na dúvida de ir esse ano, quando a venda dos ingressos abriu, só falei, “tá compra que depois eu vejo se vou”, e fui, e adorei!
Queria ver Beady Eye (um dos meus maiores arrepedimentos musicais foi nunca ter ido num show do Oasis, e olha que oportunidades não faltaram, foi só burrice minha não ter ido), mas agora finalmente vi o Liam! E de perto! Tão fofo!
Ah, ano passado tbm fiz a burrada de não querer ir no Terra (e tinha Mika), mas como tava em Sampa p/ o show do Macca que seria no outro dia, fui até o Playcenter com as minhas irmãs, elas entraram e eu fiquei procurando algum perdido que tivesse um ingressozinho pra vender, que nada, só encontrava gente querendo comprar, daí tive que desistir e ir passear no shopping. hehehehe

Gostei da estrutura, organização e tudo no Planeta Terra, muito bem organizado.
Pena que a gente entrou no Playcenter, demos umas voltas por lá e já fomos para o palco Main Stage, nem curti os brinquedos.
Nação Zumbi e Broken Social Scene (by Alana)

White Lies (by Alana)
Interpol (by Alana)
Beady Eye (by Alana)
The Strokes (by my sister)
O primeiro show do dia foi Criolo, e se ele disse que cada um de nós sabe a vida que leva em suas casas, e merecem esses momentos de descontrações com a música, então tá dito!
Depois veio Nação Zumbi, gostei do show deles, banda brasileira boa! Deveria ter mais espaço no Brasil.

A primeira banda internacional no Main Stage foi White Lies, banda britânica, que já não via a hora deles subirem naquele palco pra minha irmã parar de fazer a contagem regressiva dela de ansiedade pelo show hehehe. E eu achando que só ela ficaria cantando no show deles, mas me ferrei, tinha uma guria que ficava BERRANDO em todas as músicas, que bom que ela fez o dever de casa dela e estudou as letras, mas não precisava incomodar os outros que estavam vendo o show, e o pior que a voz da coitada era insuportável! E eu que esperava menos do show deles, gostei.
Ahh, sobre o White Lies, tava até constrangida de tanto que o Jack, o baterista olhava pra gente, ou ele tava constrangido de tanto que a gente olhava pra ele! hauahauaha

Depois veio Broken Social Scene, banda canadense, com uns 8 (ou tinha mais?) integrantes. Som bacana, bonitinho, divertido. Tinha ouvido alguma coisa antes do show e gostei.

Aí depois veio Interpol! Eu gosto de Interpol, mas achava que as músicas não eram tipo de show, entende?! (não neh?!) hehehe ...quebrei a cara! Baita som ao vivo, vozeirão do Paul Banks, e a gente tava bem na frente do Daniel Kessler, de terno e gravata, é o show foi muito bom! hehe

E aí sim, finalmente vi o Liam Gallagher ao vivo! E é excelente assistir o show do Beady Eye quando vc está na segunda fila, tem 1,73 de altura e a menina na sua frente só tem 1,50 hehehehe. Adorei o show, as músicas (mesmo faltando For anyone e World outside my room, que a gente levantou o cartaz e o Liam viu, e comentou alguma coisa com os outros integrantes). Pena que o som do Terra estava uma merda nessa show, e que o público estava tão apático, todos de certo poupando “energia” pro show do Strokes, pq só isso explica não pular em músicas tipo Bring the light, seus cuzões, fracos! Mas isso foi bom já que eles olhavam mais pra gente na platéia. Na verdade, o Liam olha pra todo mundo, interage com geral, adoro isso! Tão fofo quando ele “me respondeu” hehehe
Queria ter ido no show no Rio, só deles, esse deve ter sido afuder muito bom!!
Beatles and Stones, The Roller, Kill for a dream (tão linda!!),… Adorei!   
Ah, falando em consntragimento de olhar e de ser olhada, no Beady Eye foi com o Jeff Wootton hehehehe

Abandonei uma segunda fila, colada na grade antes do show do The Strokes, começaram a apertar muito, não tava afim de ficar me estressando e já tinha visto o que queria, aí fui lá pro lado. Pô, Strokes é pra pular e dançar, e onde a gente tava mal ia dar de levantar os braços. O melhor vídeo do show foi a gente se filmando em Last Nite hauahauaua, a alegria nas caras é demais!!
Setlist foi impecável, só musicão! Era basicamente o mesmo setlist que eles vinham tocando. Mas a voz do Julian parecia melhor, e eles também paraciam mais felizes uns com outros, fazendo piadinhas, rindo um para outro, Julian fazendo declarações de amor ao Fabrizio...
Abriram com New York City Cops já pra sair pulando com tudo... You Only Live Once, Someday, eu parecia uma retardada dançando Gratisfaction sozinha (adoro demais essa música), Juicebox (pohaaaa!!)... ai Under Control é ainda mais linda ao vivo! A banda é muito p h o d a ao vivo.

Ahh, e depois ainda demos uma passada no Indie Stage pra dar uma olhada no Groove Armada e deu pra ouvir um pouquinho de Superstylin!! :)  
Bom, gostei da experiência Planeta Terra, e ano que vem quero ir de novo, mesmo se a line-up não for tão boa quanto foi a desse ano, e se a line-up não for tão boa, dá pra ir na montanha russa e no Elevation neh?! hehehe 
Agora é esperar o dia de amanhã, Peace and Love com Ringão!!!  

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Valparaíso

Valparaíso é a encantadora cidade portuária chilena, ou seja, óbvio que é banhada pelo oceano Pacífico, rodeada por cerros, e óbvio, uma cidade agradável e com a educação do povo chileno. #megusta
Está aproximadamente a 1hr e meia de Santiago e é vizinha da minha futura cidade (jeje), Viña del Mar.  
A população é em torno de 300mil habitantes, numa área de 401,6km2.
Quando comentávamos que iríamos para Valparaíso e Viña del Mar, ouvi algumas comentários como “Viña é linda, já Valparaíso...”, não sei qual Valparaíso esse povo conheceu, só sei que eu adorei a cidade e sua “arquitetura” por assim dizer, única. Claro que entre as duas, preferi Viña, mas achei Valpo linda também.

A UNESCO declarou a Área Histórica de Valparaíso como Patrimônio Cultural da Humanidade.
 
Los colores de Valparaíso
Os moradores recebem as tintas para pintarem suas casas com as famosas cores coloridas que dão vida a cidade, e ai de quem não cuidar da fachada da sua casa, leva multa. O guia nos falou sobre a fachada de uma casa que havia caído, além de pagar a reforma da casa, o cidadão, coitado, ainda teve que pagar a multa por não cuidar adequadamente da fachada.
Cerro Concepción
O bacana de andar por Valparaíso é sentir esse clima meio histórico, meio cultural, pinturas em muros, em casas, frases, desenhos...
Artista porteño
A sede do Poder Legislativo do Chile está em Valparaíso. O nosso motorista que nos guiou por lá disse que os políticos já estão querendo mudar a sede para Santiago, já que todos moram por lá e não querem mais ficar se deslocando constantemente para Valparaíso.
Congreso Nacional             Mercado de Pulgas 
Torre "torta" abaixo, ou como o guia chamou de "Pisa" de Valparaíso, foi resultado de um dos terremotos pelos quais a cidade já passou. 
A construção a direita abaixo, era uma igreja, mas devido a possíveis represálias algumas décadas atrás, não apresentava nenhuma cruz ou imagem que mostrasse que era uma igreja.
     Torre torta                                   Iglesia "disfrazada" 
Por livre e espontânea pressão, acabamos indo almoçar no Calfulafquen (Mar azul em mapuche), já que o guia fez a gente ir até e deve ter ganho o troco dele na comissão. Mas valeu a pena, o lugar por si só é um cartão postal, servindo grande variedade de frutos do mar e a vista é linda!
Calfulafquen                     Vista desde Calfulafquen    
Numa cidade construída em morros, o que não faltam são os cerros e miradores, vários:
Desde los Cerros
Claro, que numa cidade cheia de cerros y miradores, e subidas íngremes, um dos principais meios de transportes são os ascensores. O ascensor "Big Brother" é um gentilmente apelidado pela população, já que o "vagãozinho" vai passando no lado das janelas das casas. O Ascensor Concepción foi o primeiro criado em Valparaíso, em 1883, e olha que o negócio é barulhento. 
O Ascensor Artillería é de 1893 e leva para o Paseo 21 de mayo, Museo Naval, Calfulafquen,... a subida é coisa boa, a vista é linda.
Ascensor "Big Brother"              -        Ascensor  Concepción
 Ascensor Cerro Artillería
Pablo Neruda, o grande nome da literatura chilena, latina neh, também tinha seu "cantinho" em Valpo, La Sebastiana, que acabou se transformando na "Casa museo de Pablo Neruda". É bacana, tem um pouco do tom Neruda nos móveis, cômodos, mas a "La Chascona" (casa do Neruda em Santiago) é mais interessante. E dizem que a melhor das 3 casas do Neruda é a de Isla Negra, mas essa não conheço, ainda.
La Sebastiana
Sadly, só ficamos algumas horinhas em Valparaíso, deu pra conhecer as principais atrações, mas ficou muita coisa bacana de fora, fica pra próxima ida, com certeza, só não tenho ideia de quando.
         Valparaíso                                      Lobos Marinos 
Museo Naval y Marítimo                                            Porto   
Puerto de Valparaíso
Con cerros y miradores
Donde se ve la bahía
Con sus buques y vapores
Puerto de Valparaíso
Valparaíso es bello
Puerto ideal

[50 Cuecas De Antologia - Puerto de Valparaíso]  

Fotos tiradas em 2010, por mim, e/ou pelas minhas irmãs.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lost in Austen


Estou numa fase séries britânicas no momento.
Como de junho até meados de setembro, as séries americanas que eu acompanho entraram em férias, resolvi deixar a preguiça de lado e assistir alguns filmes/mini-séries e séries britânicas que já estava querendo assistir há algum tempo. E o pior (ou melhor hehe), acho que vou começar a dar prioridade as produções britânicas que tem conteúdo e são muito bem feitas, e o sotaque é muito mais bonito.
 Por culpa do Tumblr (hehehe), comecei a assistir Downton Abbey, e essa já está entre as minhas séries favoritas (e acho que é preferida no momento hehe) e também comecei a assistir Doctor Who, tô ainda na primeira temporada, mas já dei uma “espiada” nas outras temporadas, e tô adorando.
E como fã das histórias de Jane Austen, baixei as mini-séries da BBC e ITV, Emma, Nothanger Abbey, Sense and Sensibility, ... e Lost in Austen.
Lost in Austen é uma mini-série (4 episódios) de 2008, produzida pela ITV que entra no mundo de Austen, na verdade, no mundo de Orgulho & Preconceito.
A história, Amanda Price (Jemima Rooper) é uma jovem comum de Londres nos dias atuais, sem muita motivação e expectativas, quase miserável tadinha, mas fanática por Orgulho & Preconceito, e que sempre que pode está re-re-re-re-lendo a história. E num certo dia, Elizabeth Bennett (Gemma Arterton) aparece no banheiro da Amanda, fazendo com que elas troquem de lugares, Elizabeth fica no século XXI e Amanda vai parar em Longbourn e entra no mundo dos Bennetts, no século XIX.
É uma história leve, divertida, com uma visão um pouco diferente de alguns personagens, e claro, que Amanda muda um pouco o rumo de alguns personagens.
Como qualquer fã de O&P, Amanda sempre idolatrou Mr. Darcy, mas ao conhecer ele, teve a mesma sensação de ódio que a Elizabeth teve no início.
Mas achei estranho que ninguém naquela época em pleno século XIX não desconfiava tanto do cabelo ou do casaco de couro da Amanda?! hehehe

E quando se fala em Orgulho & Preconceito, a primeira coisa que vem a cabeça é o Mr. Darcy, claro que Elliot Cowan não é um Matthew Macfadyen ou Colin Firth, mas está quase lá, gostei dele. hehe. É só eu que tenho a impressão que o Elliot Cowan (Mr. Darcy) é a cara do Heath Ledger?!
Thanks God que a Amanda Price, como fã tanto dos livros, quanto dos filmes e séries sobre Orgulho & Preconceito, fez o Mr. Darcy fazer a famosa cena que o Colin Firth fez na mini-série de 1995, dele saindo do lago, com a camisa molhada. A gente agradece!!
Gif, roubado de um site japônes, eu acho rs
A mini-série tem bons momentos, ótimo roteiro, é bem ambientada, gostei do resultado e das brincadeiras com a história original.
Claro que Lost in Austen é uma história mais para quem conhece a original, mas mesmo que não conhece (tem alguém que não conhece??? hehehe) acaba gostando. Como as cenas do Mr. Darcy no século XXI andando de ônibus ou segurando um teletubbie. Vale o tempo “investido” assistindo. hehehe
Mr. Wickham (mais agradável hehe), Mr. Darcy e Mr. Bingley
Baixei a série nesse blog, UK Series Download, que tem outras ótimas séries britânicas para baixar, e também com legenda em pt.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Rock in Rio, posso dizer, eu fui!

Confesso que desde quando comprei o Rock in Rio Card no final do ano passado, não estava muito empolgada em ir para o Rock in Rio, fiquei esperando umas line-ups mais “interessantes” para escolher a data da minha ida, e depois de ficar em dúvida em ir no dia 24/09 para ver o Snow Patrol ou ir no dia 01/10 que ao invés de 1 banda somente que eu gostaria de ver tinha mais. E como já tinha visto Snow Patrol ano passado no Natura Nós e não estava afim de aturar a muvuca dos fãs do Red Hot Chili Peppers, decidi ir no dia 01/10, já que teria a minha banda favorita brasileira, Skank (óbvio), que faziam somente 10 anos que não ia num show deles, Maná (que não está na minha lista de bandas e cantores latinos favoritos, mas tem músicas bacaninhas), e Coldplay, que eu não gostava, não gostava (do verbo no passado hehe).
Pichação do Chris Martin
Rock in Rio, 01/10/2011
Depois de uma noite muito bem dormida no hotel que a minha irmã escolheu (é por isso que sempre deixo essas coisas a cargo delas, nunca erram! hehehe), chegamos na Cidade do Rock de manhã, atrás da gente na fila tinha umas pessoas pessoas simpáticas, uma moça até me ofereceu protetor solar com medo de que eu me queimasse muito, devido a minha brancura hehe... e a espera na fila até que foi tranquila (mas consegui queimar os joelhos! kkk). Triste é ficar um dia esperando pelos shows que serão só a noite, sendo que você está na cidade maravilhosa, podendo estar nos calçadões de Copacabana...
E claro, como já se torna comum no Brasil, houve uma GRANDE quantidade de pessoas furando a fila, e NINGUÉM da organização do Rock in Rio para botar ordem, uma pena, provavelmente pegaria grade! hehe... #BigFailRIR

Entramos na Cidade do Rock e fomos direto para o Palco Mundo, com aperto no coração (hehe), já que a line-up do Palco Sunset estava ótima!! Pelo menos pegamos um ótimo lugar no palco Mundo, mas para o lado esquerdo, terceira/quarta fila, sem empurra-empurra nenhum!
E pelo menos deu pra acompanhar os shows do Sunset pelo telão, Jupiter Maçã e Cidadão Instigado tocando Um Lugar do Caralho foi afuder!! Depois vieram Tiê (não conhecia, mas tem um som bacana) y mi querido uruguayo Jorge Drexler, que até saiu do setlist habitual dele e tocou a Al otro lado del rio! Tocou La Edad del Cielo, tava quase chorando por não estar lá no Sunset! E ainda teve Zeca Baleiro, e depois fechou com o Tremendão Erasmo Carlos com Arnaldo Antunes.

Frejat
Me surpreendi com o show do Frejat, claro que ele sempre foi um grande nome da música brasileira, mas não esperava que o show seria tão bom como foi.
Frejat - Rock in Rio, fotos by me
Pontual, elegante e competente, abriu o show (e a noite no Palco Mundo) fazendo a galera pular com o clássico do Barão Vermelho Exagerado, 3 grandes momentos: ele com o filho adolescente Rafael tocando Malandragem (sempre quis ouvir essa música ao vivo num show!), o garoto tem “cojones”, mandou bem um solo de guitarra na frente 100 mil pessoas; e as “lentas” que fizeram todo mundo cantar junto Amor pra Recomeçar e Por Você. Caramba, que voz o Frejat tem ao vivo hein!

Skank
Skank é Skank, foi a primeira banda que ouvi em cd! É a minha banda nacional favorita. Já faziam 10 anos que estava esparando para ir num show deles novamente, já que depois daquele show em 2001 eles não voltaram mais para Joinville (whyyyy??), então, tive que ir para o Rio! hehe 
Skank - Rock in Rio, fotos by me
A sensação que um show do Skank te dá é única, só estando no meio da galera pra sentir, quando o Samuel pede pra galera levantar bandeiras, camisas em Três Lados, quando ele filma a galera em Jackie Tequila, é p h o d a! Para o show ser Perfeito com P maiúsculo só faltou a minha preferida, Tanto, mas tá certo que essa música não tem tanto o clima pra cima de um show do Skank num RIR. Foi histórico! Palmas para eles!

Maná
Bueno, me encanta la cultura latina... tá certo que Maná não está entre meus cantores e bandas latinos favoritos, mas pra tocar num Rock in Rio no Brasil foi uma das melhores escolhas, já que dentre os latinos, é a banda latina que teria mais “hits” pra um festival desse porte. 

Maná - Rock in Rio, fotos by me
Eu gostei do show, mas o público me pareceu meio morno, pelo fato do público não conhecer a grande maioria das músicas. Mas o show teve bons momentos, Andreas Kisser do Sepultura tocando guitarra em Corazón Espinado, e quando a banda tocou as músicas de novelas, Labios Compartidos e Vivir sin aire, que o povão conhecia e pode cantar junto. Fher e Cia se esforaçaram pra tentar animar o público, e até que conseguiram. Pena que não tocaram uma das antigonas deles (e a minha preferida), que as vezes eles tocam nos shows, Me Vale! Pena... mas ainda é complicado ter que ouvir o público em volta falando “banda ruim, não conheço!”... e o pior, ouvi coisa parecida no show do Jupiter Maçã, falta de cultura é foda!

Maroon 5
Eles caíram meio que de paraquedas nesse Rock in Rio depois que o Jay-Z cancelou sua participação por razões que eu desconheço (e até que não me importo), não gosto muito de hip hop, rap, e pra mim essa troca até que foi melhor. Do Maroon 5 tava bem por fora do setlist, só sabia basicamente os hits e as músicas do primeiro álbum, Songs About Jane, que naquele época eu até que ouvia. hehe
Maroon 5 - Rock in Rio, fotos by me
O show foi bacana, divertido, pra cima. E o melhor momento sem dúvidas foi o Adam Levine dividindo o público em She Will be Loved e metade cantando “I don't mind spending everyday...” e a outra metade “and she will be loved” ficou lindo! hehe
E ter o Adam Levine parando na tua frente e cantando olhando pra você faz o show ficar bem agradável, obrigada hehehe
Depois do término do Maroon 5, vários fãs do M5 que estavam próximo da gente saíram, ficamos mais perto da grade e ficou ainda mais tranquilo, adorei! hehehe

Coldplay
Lingua é chicote, já dizia a minha mãe. Passei 10 anos tirando sarro da minha irmã por ela gostar de Coldplay,... mas no show é outra história. Claro que gostava de algumas músicas, e queria muito ouvir Viva La Vida, The Scientist e Yellow ao vivo, mas os primeiros discos do Coldplay me pareciam parados demais! hehe
Coldplay - Rock in Rio, fotos by me
O que foi me empolgando para ir no show foram as novas músicas, como Every Teardrop is a Waterfall, Paradise, Charlie Brown,... e chupem os que se diziam “fãs” do Coldplay lá no público, até eu sabia as músicas novas e o setlist, que não mudou praticamente nada ao que eles vinham tocando nos últimos festivais.
Abrir o show com música nova parece meio arriscado, mas deu certo, Mylo Xyloto/Hurts like heaven já animou o público de cara, e depois com Yellow a galera foi a loucura, sensação parecida no público assim só senti com All My Loving no início do show do Paul, todo mundo cantando e pulando junto.
Aí depois no show foram intercalando as músicas novas com os “clássicos”, povão todo cantando The Scientist (amei! hehe), o “ooOOOoooOOO” em Viva La Vida, pulando em Charlie Brown, em Clocks, cantando em Fix You,... e depois fechando, com Every Teardrop is Waterfall, o problema é que gosto muito dessa música, mas vai virar o novo hit deles, não quero! Não gosto do que se torna muito popular! hehehehe
Só acho que o show poderia até ter sido mais longo, pô, essa é a vantagem de ser headline, e o qual seria o problema de tocar mais umas 3 ou 4 músicas?! Resumindo, o show foi excelente, e quebrei a cara, agora gosto de Coldplay, até cifras tô pegando! hauahaua

Depois do término dos shows, matamos um bom tempo e demos uma caminhada pela Cidade do Rock, conhecer um pouco, já que na abertura dos portões corremos direto para o Palco Mundo, não fui nem na tirolesa, nem no freefall ou na montanha russa, mas não tava a fim de aturar mais de 1 hora de fila pra ir nessas atrações. Gostei da estrutura do festival, o som estava excelente, não olhei muito para o telão (não foi preciso hehehe), mas achei eles pequenos para quem estava mais pro “fundão”, como diria Chris Martin. Sujeira, muito lixo, sem muitos lixeiros por lá, mas até que dá pra entender, já que eram 100mil pessoas.
Não precisei pegar a fila do Bob´s que tanto falaram, ao final do show a fome desapareceu, mas dei uma enganada com o famoso Biscoito Globo carioca que eu tanto gosto! hehe

Quanto ao transportes em shows, o Rio está muito mais a frente que Sampa. Estávamos hospedadas no aterro do Flamengo, e na ida fomos de taxi, já que fomos de manhã e o trânsito estava mais calmo. Voltamos de ônibus. Vários ônibus, saindo ao mesmo tempo, tudo tranquilo, aprovado, até pareceu a saída do show do U2 em SP, que não achávamos taxis, ônibus, nada, e pegamos um “taxi lotação”, medo! kkk

Gostei da experiência do Rock in Rio, não sei se irei em 2013, dependerá da line-up.
Fiquei com pena do Snow Patrol e do Elton John, eles também deveriam ter sido escalados no dia 01/10, e não com o público do Red Hot e da Rihanna. Putz, Snow Patrol caíria como uma luva para o público do dia 01/10, uma pena.
Agora chega de shows! Por enquanto! Mas em novembro tem Planeta Terra (finalmente irei!!!), e depois tem Ringão Starr!! 2 Beatles (3 shows neh?! hehe) em 1 ano, nem acredito!!