segunda-feira, 8 de abril de 2013

Djavan em Joinville

Posso falar de Djavan ainda? ...Um dia ainda, quem sabe, vou conseguir publicar um post num período adequado, sempre me enrolo para postar algo, cazzo!
Fotos minhas
Minha sobrinha de 4 anos um dia chegou lá em casa e perguntou se a gente só escutava música em inglês, so, mesmo sem ela ler isso aqui, esse post é pra ela saber que a tia "Nana" não gosta só de música importada não.
Moro em Joinville, Santa Catarina, e aqui não dá pra dizer que é um berço para ótimos shows, ou para vários, pelo menos. As vezes, aparece um ou outro, e até que ultimamente deu uma melhoridinha, no início de março pude ver o Tremendão Erasmo Carlos aqui, e agora, início de abril teve Roberto Carlos, minha mãe queria ir no Roberto, mas convenci ela a ir no Erasmo, ela mesmo concordou, já que seria mais "animado" (e o Tremendão nunca traiu o movimento!). E em maio teremos o grande Milton Nascimento, gente, é meio raro aqui pra Joinville ter esses tipos de shows num período tão curto, é cidade do interior sabe?! rs
Pra se ter uma ideia, ainda espero Skank, depois de mais de 10 anos que eles vieram pra cá, esse ano vou ver Skank pela 3ª vez (somente, e olha que é a minha banda nacional favorita), e será a 2ª que será em outro estado. E Djavan também foi um desses casos que ficaram no limbo de não aparecer em Joinville por mais de 10 anos, acho que foram uns 15 anos...
Bom, Djavan é um daqueles talentos raros no Brasil, completos, uma voz linda, compõe maravilhosamente e toca muito bem. Todos os brasileiros deveriam assistir um show dele, pelo menos. 
É incrível como a voz dele fica ainda melhor ao vivo. E sem falar no talento dele no violão e guitarra, aquele jeito de tocar dedilhando as cordas, um dia chego lá, ou quem sabe se um dia tocar uns 25% do que ele toca já fico feliz (quem me conhece sabe que adoro tocar violão, mas o resultado é meio sofrível! hehe).

O show, que foi no dia 22/03/13 no Teatro da Liga de Sociedade, que para mencionar, ficou bonitinho, geladinho (pelo ar-condicionado, não pelo público) e lotado, faz parte da turnê do seu último disco (e 21º na carreira), Rua dos Amores.
As músicas do Djavan já são de conhecimento geral que são únicas e lindas, então o adjetivo que mais cabe a esse show é lindo, e até mesmo delicioso, ou seja, transita entre o romântico e o dançante (eu acho dançante!).


Um banquinho, um violão, e Djavan deixando o coro do teatro cantar Oceano:
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O setlist passa pelas canções do disco Rua dos Amores (dãã, óbvio neh, rs) e intercala com os "clássicos" da carreira do Djavan, aí até que dá peninha porque sempre fica uma ou outra de fora. Como esse show não consigo colar do SetlistFm, não vou mencionar a ordem das músicas já que provavelmente errarei, vou mencionar apenas as músicas que mais marcaram o show, na verdade, as mais esperadas pelo grande público. Se bem que, pensando melhor, isso também seria maldade com as outras músicas que não mencionarei, que também são excelentes...
 
[Contém spoilers - rs]
O show começa com aquele instrumental lindo de Rua dos Amores, e apenas a voz de Djavan, sem ele no palco, cantando "Vê o horizonte despe a lua..."
(Se não me falha a memória) ele entra no palco ao som de Pecado, e logo depois emenda a canção brasileira vencedora do Grammy Latino de 2000, Acelerou.
Do novo disco, o setlist passa pelas ótimas (redundante falar isso) Já Não Somos Dois, Bangalô, Vive, Anjo de Vitrô...
Nas clássicas Oceano e Meu Bem Querer, ele deixou apenas a plateia cantar a vontade nos segundos versos e refrões, um lindo coro no teatro. Flor de Lis também foi outra daquelas que o povo todo soltou a voz.
Também não dá pra falar do show sem ao menos mencionar Irmã de Neon ("Filha de Barcelona e Gaudi, tu tens asas pra voar mas, eu te esperarei aqui pra mostrar o que é bom e te contar como eu sou, te ensinar coisas da vida, ser seu guia ou o que for...") e Serrado. 
Em Samurai (acho que foi em Samurai) fez a galera toda se levantar, e ficaram assim até o final do show. 
E pra fechar, o bis com as obrigatórias, e sempre ótimas de se ouvir: Nem Um Dia, Se e Sina.

Pedacinho de Se:
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Então me diz, como não gostar de um show desses? Djavan esbanja simpatia em cima do palco, sorrindo, dançando, tocando, presença de palco única, além da voz e talento nas cordas já mencionados. O cenário e a iluminação também ajudam no espetáculo.
E pra acompanhar um talento como o Djavan, a banda também não fica atrás, super competente, executando as músicas com perfeição!
Não falaria sobre isso aqui, mas vou falar! A parte negativa do show ficou para o público, uma parte somente, claro. Não sei se esse povo não está acostumado a ir em shows ou espetáculos como esse, mas em vários momentos, faltou respeito por parte do público. O show era com cadeiras, e toda hora tinha alguém se levantando para ir ao banheiro, fiquei imaginando quando alguém perguntasse para essas pessoas "ei, lembra quando ele tocou tal música" a pessoa responde "não, tava cagando no banheiro..."O que custa se segurar um pouco, mostrar respeito ao cantor em cima do palco e não incomodar quem tá vendo o show?! Acho que é coisa de joinvilense mesmo, shows que já fui em outras cidades não tem esse tipo de gente, que pena.
Outra reclamação é quanto as pessoas que ficam conversando durante as músicas, conversando mesmo! Deveriam estar falando até sobre o que jantaram, porque não calavam a boca (tô revoltadinha hehe), mas é sério, puta falta de sacanagem, falta de respeito! Em músicas mais lentas do novo disco, era uma briga pra se escutar a voz do Djavan com os diversos burburinhos de conversas na plateia, principalmente de quem tava mais próximo dos bares e mesas. Sei lá, achavam que estavam em um simples evento ou showzinho em algum bar da cidade... a pessoa está diante de uma das melhores vozes do país e fica conversando com a pessoa do lado...  Bom, mas pelo menos nada disso tirou o brilho de ser um show excelente, e a grande maioria do público fez bonito!
Viram? Também gosto e valorizo a cultura nacional, curto muito ouvir MPB de qualidade! E Djavan terminou o show dizendo que quer voltar logo para cá, e a gente também espera isso! E é bom ter um teatro lotado pra ver Djavan, dá ainda um pouco de fé na humanidade... visto essas coisas que temos hoje em dia fazendo sucesso por aí, principalmente na "música" brasileira, não citarei nomes, prefiro usar coisas mesmo...
PS: não consegui ir ao Lollapalooza (e hoje faz exato 1 ano do Lolla 2012, sdds) esse ano, fiquei me enrolando pra decidir se ia ou não, e acabei não indo, me arrependi um pouco por ter perdido Franz Ferdinand e The Black Keys, mas queria mesmo era ter visto Kaiser Chiefs e The Hives, pena que esses dois shows foram no domingo, e domingo estava fora de cogitação para mim, se KC ou TH tivessem sido na sexta ou sábado, estaria lá... bom, mas foi bom que assim economizei uns "Dilmas" para o que pode vir esse ano para o Brasil, e que já foi confirmado! :-)... inté!