quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Rock in Rio 2015!!

20/09/2015
(Esse texto já estava pronto há um tempo, mas me enrolei pra postar porque estava com preguiça de separar as fotos, mas como quero postar sobre Star Wars na sequência, vou liberar esse antes - e também por uma das resoluções de ano novo: terminar as coisas! rs).
Fotos minhas
Eu até entendo muita gente que não curte o Rock in Rio, que já foi e teve uma má experiência devido alguma data ruim e/ou com alguma atração com fãs escrotos ou coisas do tipo, mas eu estou na lista de pessoas que até agora só teve experiências boas com o festival e sempre teve sorte com as datas, atrações e público, como já escrevi aqui sobre 2011, 2012 e 2013.

Assim como aconteceu nas edições de 2011 e 2013, comprei o Rock in Rio Card logo no início das vendas, sem mesmo saber quais atrações poderiam vir, naquela esperando algo que eu adoraria muuuito ver, no estilo Robbie Williams que teve no Rock in Rio Lisboa em 2014. Claro que depois começou a bater o desespero porque não anunciavam nada que estava me interessando muito e já estava pensando em vender o card, até queria ver o Queen (acompanhei pela tv e achei o show muito bom), A-HA foi descartado pois seria no dia da Katy Perry, aí com público fanático como o dela não rola (pelo menos consegui ver A-Ha em show solo em Curitiba! Meldels como o Morten e Magne são lindos e como o show é bacana), até que finalmente anunciaram Elton John, que já estava há muito tempo querendo ver, e somamos as presenças de Paralamas do Sucesso, John Legend, Baby do Brasil, para confessar, na época não estava muito interessada em Rod Stewart. E depois, uma das últimas atrações a serem confirmadas nessa edição, a 3ª atração do Palco Mundo foi Seal.

Infelizmente, a melhor maneira de chegar e sair da Cidade do Rock tem um preço meio salgado, o ônibus executivo Primeira Classe, custa 70 reais (em 2013 era 50 reais), mas é a melhor opção mesmo, ar condicionado, confortável, sai de diversos pontos práticos do Rio de Janeiro em horário marcado, te deixa na entrada central do RIR, com banheiros químicos e opções de compra de comida e, na hora de ir embora, diversos ônibus saem ao mesmo tempo fazendo roteiros padrões (do tipo Ipanema, Copacabana, Santos Dumont) e parando em qualquer lugar desse trajeto que o passageiro solicitar.
Como deixamos para comprar muito tarde, a venda online do Primeira Classe não estava mais aberta por causa da entrega, fomos no sábado antes num shopping em Botafogo comprar as passagens, claro que os horários melhorzinhos já estavam todos lotados, tivemos que pegar o que saía as 11 horas da manhã (que atrasou e saiu só 11:30), mesmo assim, chegando cedo na Barra.
Tinha uma filinha para entrar na Cidade do Rock, mas sentamos na grama numa sombra e ficamos acompanhando uma banda que tocava por ali, bem de boas.
Filinha
Já que não teria nenhuma atração que precisávamos ver de perto, esse foi o ano que mais aproveitamos todos os espaços, andamos bastante, tudo com calma. Como demoramos para entrar na fila, dessa vez não entramos ao som da música tema do Rock in Rio e vimos os fogos de longe mesmo.
É meio estranho um Rock in Rio sem um dia aberto de céu azul, estava meio nublado, mas acho que foi melhor assim, não estava quente, foi bem tranquilo. Andamos pelos stands procurando brindes bons, mas nada demais, tava meio fraco nesse quesito. Patrocinadores meio mãos de vacas. 
Painel com todos os nomes que passaram nesses 30 anos de Rock in Rio (tinha até La Oreja de Van Gogh e El Canto del Loco <3)

Quanto as atrações musicais, que é o que importa, passamos rapidamente pelo show da cantora Alice Caymmi, a Rainha dos Raios, que se apresentava com o maestro Eumir Deodato.
Alice Caymmi
Palco Sunset no início do dia

João Sabiá
Depois seguimos para a Rock Street para ver um show que estava muito querendo ver, do cantor carioca João Sabiá (participou também do reality musical Fama e fez participação no Hoje é Dia de Maria), que show bacana e delicioso, no melhor estilo carioca! Por mim poderia tocar também no Sunset! Uma das melhores vozes masculinas da música brasileira na atualidade, sério, sem falar na excelente qualidade musical também. Só tô chateada ainda que não rolou Renatinha!
No show do João Sabiá ainda apareceu a Casa de Dança Carlinhos de Jesus para dançar um pouco com o povo, até mesmo com o próprio Carlinhos!
João Sabiá
Casa de Dança Carlinhos de Jesus

Baby do Brasil + Pepeu Gomes
Atravessamos a Cidade do Rock para ver uma das minhas vozes femininas brasileiras favoritas: Baby do Brasil, acompanhada por nada mais nada menos que Pepeu Gomes, um reencontro no palco que não acontecia fazia anos! E para tornar tudo meio que família (assim como boa parte do público, formada pelas mais variadas idades), o guitarrista Pedro Baby, filho de Baby e Pepeu, e o responsável pela direção do show! Baby Consuelo tava meio parecendo a menina pastora daquele vídeo “cês sabem que significam essas cinco predrinhas mermão?” hehe. Se em 2013 no mesmo Sunset vi Pepeu com Moraes Moreira e Didi Gomes cantando Novos Baianos, agora complementei ouvindo músicas como A Menina Dança e Tinindo Trincando na voz original da Baby!
Baby do Brasil!
Pedro Baby
Pepeu Gomes

Como não tinha interesse em ver Magic, foi a hora que escolhi para finalmente descer na tirolesa do Rock in Rio! Adorei esse novo esquema de “fila” da tirolesa, das outras vezes nem me atrevi a tentar para não ficar 4 horas na fila, e no RIR Madrid em 2012 com a fila bem pequena, a anta aqui tava de vestido! Mas que delícia que é aquilo, que vista linda lá de cima! E como já tava perto do início do show do Paralamas, o público no palco mundo já era bem grande! Quero de novo!!
Quanto ao Magic, não deu pena de ter perdido, valeria a pena ver só pelo baixista e pelo guitarrista, Oi pra vocês!

Palco Mundo
Iniciando as atrações da noite no Palco Mundo, os pelinhos dos braços levantam ao som de mamma mia let me go de Bohemian Rhapsody do Queen acompanhada dos fogos de artificio!!

Paralamas do Sucesso
Eu não acredito que levei tanto tempo assim para finalmente ver um show do Paralamas do Sucesso! Uma das bandas nacionais que mais gosto! Perdi as contas de quanto escutei discos como o Nove Luas. Hebert Vianna, João Barone, Bi Ribeiro e cia foram extremamente bem recebidos pelo público, e retribuíram a altura, um show ao melhor estilo Rock in Rio, só com hits de toda a carreira dos Paralamas, e público cantando junto em todas as músicas. Gostei de ver o Hebert felizão no palco, aliás todos no palco e no público! Um ótimo jeito de iniciar a “noite”.
Paralamas do Sucesso!

O plano inicial era após Paralamas irmos ao palco Sunset para ver John Legend, mas tivemos que desistir, veríamos o John de muito longe, e pegaríamos um lugar muito ruim para as próximas atrações do palco Mundo. Uma pena, adoraria ter podido ouvir preciosidades como a música vencedora do Oscar de melhor canção Glory, All of Me e Ordinary People.
John Legend pelo telão

Seal
Seal foi um dos últimos nomes a serem confirmados nesse Rock in Rio, gerando aquela certa ansiedade de “quem vão colocar no lugar vago do dia 20??”, cheguei até a sonhar com um Juanes da vida (pô, tá faltando nomes latinos nesse palco mundo neh!!) e até mesmo um Paolo Nutini, mas depois anunciaram Seal, não era assim fã por se dizer, mas pelo menos é um nome de qualidade neh! Menos mal! Fez um ótimo show, interagiu bastante com o público, tanto é que fez mais da metade do show na passarela, desceu para o público (tô rindo até agora de um marido ciumento quando o Seal cantou olhando nos olhos da esposa do sujeito e encostando na mão dela, moço, se o Seal quisesse algo com ela, cê num teria a melhor chance de interferir hehehe). Começou o show já de cara com Crazy, mas pena que o setlist foi um pouco focado em músicas novas que o grande público não conhecia, aí deu uma esfriada na grande recepção que teve. No finalzinho veio com outro clássico, Kiss From a Rose, e para fechar com Life on the Dance Floor. Baita voz ao vivo e grande presença de palco, literalmente!
Seal

Elton John
Foi esse o show que definiu a minha escolha para essa data. Em 2011 quando acompanhei o show do Elton John no RIR pela tv deu pena de ver ele tocando para um público que a impressão que dava era que não o estava respeitando, e que só queriam saber da atração seguinte. Mas dessa vez os Medinas o colocaram num dia que combinou com ele. O setlist é como o próprio nome da turnê já anuncia, All The Hits Tour! E de cara já chegou animando o público com The Bitch is Back, e depois seguida por muitos clássicos! Candle in the Wind é uma coisa linda, apesar de essa versão não ser tão bonita quando outras que ele já fez. Aqui tenho que abrir um parênteses porque sempre lembro de Parks and Recreation, em que a Leslie pede para o Andy escrever para o funeral de Li'l Sebastian uma música 5000x mais bonita que Candle in the Wind e ele escreve: 5000 Candles In The Wind! Kkkkk pô, sdds dessa série!
Ok, voltando ao setlist, uma das que mais estava esperando era Tiny Dancer, e valeu a expectativa! De berrar junto, sorry!
Eu não gosto muito de solos em shows (e o Elton tem mania de colocar bastante), mas para a intro de Rocket Man valeu, começou acelerado, e depois “oficialmente” com “She packed my bags last night, preflight”, para gerar um dos momentos mais bonitos do show. Para fechar a música, mais um solo, agora pesado, achei que ficaria surda nesse solo, na frente do palco nos tons graves o som ficou absurdamente alto, todo mundo estava tampando os ouvidos.
Mais para o final, fez uma sequência de músicas dançantes para mandar todos os tiozões menos preparados para a fisioterapia, com I'm Still Standing, Your Sister Can't Twist (But She Can Rock 'N' Roll) e a excelente (mais uma neh) Saturday Night's Alright for Fighting.
Elton pareceu bem solto, leve, feliz por estar ali e com o público, sentou várias vezes em cima do piano, e para agradecer o público, incluiu Your Song, que não estava prevista no setlist, em forma de bis, que não é comum em festivais como esse, mas ele pode. Claro que acrescenta num lado, perdemos no outro, tirou Crocodile Rock! Uma das mais bacanas da carreira dele e das minhas preferidas. Bom, mas pelo menos ficamos com Your Song.
O único problema desse show é que como Elton é baixinho e fica somente no piano, e como estava no lado direito do palco, muitas vezes era difícil de se ter uma visão decente dele.
O setlist completo aqui. Valeu Rocket Man!
Elton John

Rod Stewart
Confesso que não estava empolgada para ver o show do Rod Stewart, veria mais por estar ali mesmo, e a medida que escutava as músicas do setlist, me empolgava menos. Mas acho que isso foi bom, porque não fui atrás de vídeos de shows dele, e quando me deparei com o início do show, fui surpreendida da melhor maneira. Ele é um verdadeiro showman, 70 anos com uma incrível presença de palco, brinca bastante com os integrantes da banda, e que não são poucos! E trocou de figurino umas 3 vezes. O show é um espetáculo completo, divertido e de qualidade, visual e musical. As músicas, apesar da voz dele não estar mais como antigamente, passam uma sensação ainda melhor ao vivo.
Adorei quando intercalavam música típica escocesa durante o show <3. E muito foi comentado das backing vocals e das mulheres na banda, que tocavam vários instrumentos e tal, achei bacana, mas a minha atenção ficou com o baixista mesmo!
O setlist, como todos as atrações desse dia, foi recheado de hits da carreira, como composições próprias e covers que ficaram eternizados na voz do escocês. Forever Young, Maggie May, It's a Heartache, Have You Ever Seen The Rain? (que deu um dos momentos mais bacanas nessa edição do RIR), a animada Da Ya Think I'm Sexy? e fechando a noite na Cidade do Rock com um lindo coro em Sailing! Junta músicas como essas com uma excelente produção e você tem um show memorável! O setlist completo aqui
Rod sensualizando:
video
Baixista, baixista!!
Da Ya Think I'm Sexy?

Mais uma vez, valeu ter ido!

E, não tem como publicar um post sobre música essa semana e não citar o grande David Bowie, que deixou esse plano no dia 10/01/16 para brilhar eternamente acima de nós, no espaço! Obrigada Starman por sua música e por influenciar tantas das minhas bandas favoritas! O cenário musical e artístico seria bem mais “boring” se você não existisse.  
“Look up here, I'm in heaven”